Quinta do Terror | As Duas Vidas de Audrey Rose, de Frank de Felitta

 


Você acredita em reencarnação?
Sinopse: Janice e Bill Templeton são um casal que vive feliz com sua filha única, a bem-comportada pré-adolescente Ivy. Essa imagem de família feliz começa a ser decomposta com a chegada do estranho Elliot Hoover. Depois de suspeitas de que ele pretende molestar sexualmente Ivy, Hoover tenta convencer aos pais que seu interesse (quase uma obsessão) pela garota é apenas paternal. Para ele, a menina é a reencarnação de sua filha, morta em um terrível acidente. Coisas estranhas começam a acontecer a partir desse momento.


Ele subiu a escada de dois em dois degraus e parou diante da porta aberta do quarto da filha, quase chocando-se com Janice sentada no chão, soluçando como uma criança, olhando-o com um horror de hipnotizada, balançando cabeça queixosamente, sufocando com as palavras - Ela… ela está procurando por ele.
Quando escolhi essa leitura, confesso que fiquei temerosa antes de ler. Você não sabe o quê vai encontrar na história algo assustador ou não, e principalmente quando fala sobre espíritos. Então, o livro é excelente! Uma obra maravilhosa do autor. Sempre que falam de terror com histórias de exorcismo ou casa mal assombrada, torna-se até aquele velho clichê. Todavia, o Frank de Felitta aborda o tema reencarnação envolvendo uma família, e também a própria justiça americana na década de 70. Atenção para uma história de arrepiar! Acomode-se, e fique a vontade para ler esta resenha. 
No início da década de 70 nos Estado Unidos vivia uma família comum, mãe, pai e filha. Ivy é uma garota cheia de vida, engraçada, adora brincar, ir a escola, tem amigos. Os pais a amam muito. Bem, até agora tudo lindo. O que acontece é que um homem fica vigiando os passos de Ivy, isso não é nada bom. Janice, a mãe, fica alarmada com esta situação. E esse homem é estranho, não fala sua identidade, não conversa com a Janice, apenas a observa. 
O pai de Ivy, Bill fica preocupado com situação, mas não demonstra medo como Janice. 
Ivy teve algumas situações complicadas na sua vida desde criança, alguns surtos, que foram trabalhados com uma médica, que sempre acompanhou sua rotina. Mas, ela nunca tinha tido outro surto até então.
Ela se debate no chão, bate na janela como tentasse sair, suas mãos ficam queimadas. Mas, não existe fogo na casa. Isso nos mostra uma cena da vida de Audrey Rose. O que realmente aconteceu com ela. Essa história toda é baseada na reencarnação. Alguém que já morreu pode voltar no corpo de outra pessoa? É uma dúvida que vemos na história, é tão real que você fica sem acreditar na vida de Ivy e de Audrey.

Elliot( pai de Audrey Rose)

A história tende mostrar esse pensamento de reencarnação. Os prós e contra. Vidas estão em jogo, até que ponto é verdade…? Até que ponto é falso e perturbador? Eu fiquei muito intrigada com essa história, porque não é um tema tão abordado. O autor escreveu tão bem, e você quer saber se a menina vai ficar bem, e se vai ter um final feliz, uma resposta da ciência, da justiça, até mesmo da fé das pessoas. O caso só piora. Como alegar que sua filha já morta, está no corpo de uma menina, e você tem o direito de ver a garota como fosse sua filha. É assustador, todos ataques de Ivy fazem sentido, mas como explicar isso? E como a ciência e a justiça podem ajudar no caso? A parte mais legal é quando os cientistas vão “examinar” a Ivy como perceber esses ataques inesperados. Uma cena de muito emoção,eu digo isso, porque fiquei emotiva pela história. Você acaba se tornado parte do livro, quando você o lê. Um final bom. Parece que foi inspirada em uma história real. Qualquer dúvida, pesquisem.Eu sei que histórias assim nos deixam muito curiosos. Não posso escrever muito, temo dar spoilers. Tem um filme do ano de 1977. Essas imagens que eu coloquei na resenha, fazem parte do filme.

 Até a próxima! 


Depois da leitura:



As duas vidas de Aubrey Rose
Autor: Frank de Felitta
Editora: Círculo do Livro
Lançamento: 1980
Páginas: 410
Compre em: Sebos
Andrea Machado
PUBLICADO POR

"Sou altruísta, um pouco louca ( do bem), tenho poucos amigos, adoro irritar as pessoas, meu humor é considerado “negro”. "

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