Vi na Netflix | The Witcher (Netflix)


Dê um trocado para o seu bruxo!

SINOPSE:Um grupo de jovens com habilidades peculiares encara a difícil missão de combater as criaturas mais perigosas do planeta Terra. Conhecidos como bruxos, cada membro desenvolveu muito cedo capacidades sobrenaturais a fim de encararem uma desafiante caçada aos monstros e manterem a humanidade em segurança.

Promessa é dívida, e finalmente vim falar um pouco mais sobre The Witcher, a série da Netflix que deu o que falar no final de 2019 e está nos deixando com grandes expectativas para a próxima temporada que chega só no final de 2021.

Uma adaptação quase que fiel aos livros de Andrzej Sapkowski, The Witcher chegou na Netflix com muita gente falando que seria o novo GOT, mas vamos combinar, não tem nada o que se comparar entre uma série e outra. A série da Netflix bebe da mais pura ficção fantástica e usa alguns enredos políticos para tentar fazer a ligação durante a trama, e para por aí. Aqui você vai ver, elfos, gnomos, Magos, bruxos e tudo que você tem direito.

O maior desafio foi de como adaptar os dois primeiros livros da série, sendo eles em forma de contos totalmente independentes, para uma série com uma linha do tempo linear. E foi aí que a série me ganhou, por um bom tempo, se não me engano até o episódio três você percebe que as linhas temporais estão bagunçadas, e quando dá um start você se liga que são três linhas temporais diferentes e se passam em tempos muitos distantes um do outro, que em um certo momento na trama eles vão se interligar e chegar no clímax dessa temporada.


Nos livros você nitidamente tem apenas um protagonista, e na séries você consegue ver como são três, e não apenas o Geralt. As linhas temporais são narradas por cada um deles, a Ciri te narrando o presente da história, Yennefer em torno de 60/50 anos antes e o Geralt em torno de 20 anos antes.

Agora o que falar das coreografias? Vamos tirar o chapel para as cenas de luta, só de você saber que o Cavill não usou dublê em nenhuma delas já ganha um ponto comigo (óbvio que ele já tem todos os pontos possíveis), fora que eles usaram e abusaram dos planos sequência nas lutas.


Você achava que eu não ia falar do meu bebê hoje? Achou errado kkk. Vamos ser sinceras aqui, eu estava com um cagaço de essa série ser ruim, eu sei as limitações dele e realmente acho que ele foi o melhor Geralt possível. Conseguindo misturar os jeitos dos livros e jogos e criando um Geralt próprio dele.

Bem ranzinza, mal humorado, com a voz grave ( que voz Brasil!) e química com todos os personagens que deveria ter.

Dos outros dois protagonistas, eu terminei a série batendo palmas para a interpretação da Anya Chalotra a Yennefer, ela roubou a série pra si, principalmente nos últimos episódios, está de parabéns mesmo.

Ela não teve pudor nas cenas e arrisco dizer que os seus melhores eps foram o terceiro e o ultimo, onde mostra que ela é a real protagonista dessa temporada.



A química da Anya e do Cavill, 10/10, shipei horrores! Mesmo sabendo que vou passar muita raiva com eles nas próximas temporadas.



Agora o ponto alto da série sem dúvida foi a trilha sonora, as músicas criadas para o Bardo cantar, meu Deus! São muito chicletes, você não consegue pensar em outra coisa, quando menos espera já está cantando a música de novo, e de novo e de novo ...

E o Bardo a pesar de ser um personagem secundário é outro que rouba a cena, a dinâmica dele com o Geralt funciona muito bem. Bem parecido mesmo com o Burro e o Shrek.


The Witcher não é aquela série maravilhosa, mas cumpri o que se propôs a fazer, entreter! E isso é o que mais me conquistou. Em muitas vezes não se leva a sério deixando o tom um pouco mais cômico e acessível. Espero que com um orçamento melhor para as próximas temporadas, principalmente os efeitos especiais melhorem bastante.

The Witcher
Título original: Netflix
Direção:Lauren Schmidt Hissrich
Elenco: Henry Cavill, Freya Allan, Anya Chalotra
Lançamento (original): dezembro 2019
Episódios: 8
Carol Lima
PUBLICADO POR

Uma fisioterapeuta louca do Skin Care e que está se descobrindo no mundo pós-transição capilar.

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