Resenha | Birthday Girl, da Penelope Douglas


Um romance proibido e duas pessoas que não conseguem ficar longe uma da outra...

Sinopse:
JORDAN
Ele me acolheu quando eu não tinha outro lugar para ficar.
Ele não me usa, me magoa ou se esquece de mim. Ele não me trata como nada, não me despreza, ou me faz sentir insegura.
Ele se lembra de mim, ri comigo e olha para mim. Ele me escuta, me protege e me enxerga. Sinto seus olhos em mim sobre a mesa do café da manhã, e meu coração dispara quando o ouço entrar na garagem depois do trabalho.
Preciso parar isso. Não pode acontecer.
Minha irmã me disse uma vez que, não existem homens bons, e se você encontrar um, ele provavelmente será comprometido.
Só que o comprometido aqui não é Pike Lawson.
Sou eu.
PIKE
Eu a acolhi porque pensei que estava ajudando.
Ela prepararia algumas refeições e daria uma limpada na casa. Era um acordo simples.
Com o passar dos dias, porém, está se tornando tudo, menos simples. Tenho que parar de pensar nela e de prender a respiração toda vez que nos esbarramos pela casa. Não posso tocá-la, e eu não deveria querer.
Quanto mais me vejo cruzando o seu caminho, mais ela se torna parte de mim.
Mas não estamos livres para ceder a essa atração. Ela tem dezenove anos e eu trinta e oito.
E sou pai do namorado dela.
Infelizmente, os dois acabaram de se mudar para a minha casa.
Eu devo começar esse post dizendo que fui COM MUITO MEDO começar essa última leitura do ano!
Dia desses mesmo eu comentei em um grupo no facebook: A Penelope é o tipo de autora que tu ama odiar ou odeia amar! Não importa o livro, você não consegue desgrudar quando começa a leitura.
Mas imagina a minha GRATÍSSIMA surpresa quando eu caí em "Birthday Girl" e é aquele romance para você amar, se apaixonar, agarrar o livro de tanto amorzinho que são Pike e Jordan.


Os capítulos vão alternando os pontos de vista entre Pike e Jordan (do jeito que o diabo - eu - gosta) e de um lado temos Pike, quase quarenta, com seu filho adulto, que foi pai muito cedo e teve que amadurecer na marra. 

Casal meramente fictício. Todos sabemos que o Tom é um porre! Filme: 500 dias com ela
De outro temos Jordan, 19, trabalha todas as horas possíveis para manter sua faculdade e dividir o apartamento e contas com o namorado, Cole. Na noite de seu aniversário, Cole a deixa esperando pela carona quase pela madrugada quando sai do bar, onde é bartender, mas resolve não desperdiçar a noite e vai para uma sessão noturna de cinema sozinha. Lá, acaba conhecendo Pike, que também está sozinho, e depois de uma conversa descontraída, eles assistem o filme em companhia um do outro, compartilhando rosquinhas que ela ganhou da sua chefe, comemorando seu aniversário. Ao saírem da sessão, nada de Cole, mas duas ligações mudam o rumo dela e seu colega de cinema: Cole foi preso e Pike é pai dele.
PAUSA PARA EU QUERER SOCAR O COLE. 
OK. 
CONTINUEMOS.

Tudo acontece muito rápido. 
Cole e Jordan perdem o apartamento que dividiam porque o bonitinho do Cole enfiou a razão no c... (Como eu odeio esse cara!)
A solução para não irem para rua? Pike oferece um espaço em sua casa, que está reformando. Desde que eles façam algumas tarefas, terão uma casa onde poderão economizar uma grana e logo comprar seu cantinho próprio. 
Apesar do namoro, preciso dizer que o Cole é absolutamente dispensável para a trama. O típico embustinho criado a leite de pêra que sempre foi inabilitado pelos pais e agora se escora em qualquer pessoa. A vítima da vez é Jordan. 
Essa moça é uma SANTA! Eu não sei quantas vezes fui contando os sinais de "embustice" de Cole. 
Quanto mais você faz por alguém, menos eles fazem por si mesmos.

Enquanto Cole vai saindo do palco, eis que Pike e Jordan vão adubando sua relação com muitas conversas (já que o bostinha do Cole é muito bom pra conversar com meros mortais.... *note o ódio da resenhista*), pizza, refeições saudáveis, transformando a casa em lar e a atração.... Ah, queridas leitoras... essa é fácil de identificar desde a noite do cinema.
Se prepare para um slowburn (aquele livro que o romance entre o casal principal DEMORA para acontecer) tão gostoso, com muita tensão sexual e, pela primeira vez, eu me apaixonei por um personagem (homem) da Penelope.
De repente, a mão dele envolve meu cabelo e minha cabeça é torcida de lado enquanto seus lábios esmagam os meus.
Nossa senhora da calcinha molhada, me abana.
Leitoras do céu, mas quando começa a pegação entre os dois... aff... 
Claro que não bastando o fato da atração pelo sogrão, ainda tem a questão da idade. Ele tem o dobro da idade ela, eles são de cidade pequena... o que as pessoas vão pensar? E aí é que Pike (homem é um bicho mole, viu?) peca e fica o aviso que você pode precisar de lenços, mas de resto? Por favor, leiam esse livro! É o mais light da Penelope e, certamente, o mais gostoso.


Birthday Girl
Autora: Penelope Douglas
Editora: The Gift Box
Tradução: Samantha Silveira
Lançamento: 30 de Julho de 2019
Livro físico: 375 páginas
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Renata Pamplona
PUBLICADO POR

"Lendo e resenhando muita coisa da cultura pop. Inevitavelmente Geek e apaixonada por mais personagens fictícios que pode contar." Contato: umapamplona@gmail.com

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