Resenha | Máquinas Mortais, de Philip Reeve


As cidades acabaram e só restaram as máquinas mortais.

Sinopse: Neste brilhante mundo criado por Philip Reeve, a humanidade quase teve um fim em um conflito nuclear e biológico chamado de Guerra dos Sessenta Minutos. O mundo virou um descampado, a tecnologia foi praticamente extinta e todos os esforços humanos se voltaram para um único objetivo: fazer suas cidades sobreviverem. Para isso, elas precisam se mover, se tornando Cidades de Tração, para se afastar da radioatividade e doenças. Londres é uma grande cidade e está sempre a busca de novas cidades para se alimentar, como dita o Darwinismo Municipal: metrópoles consomem as cidades menores, que consomem vilarejos e assim por diante...No meio de um ataque de Londres à uma cidadezinha desesperada, Hester Shaw, uma menina com uma cicatriz horrível, tenta matar Thaddeus Valentine, o maior arqueólogo da metrópole. Valentine é salvo por Tom Natsworthy, um historiador aprendiz de terceira classe. De repente, ambos acabam caindo para fora da Cidade de Tração. Agora perdidos no vasto Campo de Caça, sem uma cidade para protegê-los, os dois precisam unir forças para alcançar Londres e sobreviver a um caminho cheio de saqueadores, piratas e outras Cidades de Tração. Além disso, ao que tudo indica Londres está planejando um ato desumano, envolvendo uma arma não usada na Guerra dos Sessenta Minutos, que pode dar fim ao pouco que restou do planeta...



A nova aposta da Harper Collins em série de livros para 2018/2019 é a série Máquinas Mortais. A obra é de autoria de Philip Reeve que a tevê como seu primeiro trabalho publicado em 2001, ganhando o prêmio de literatura Nestlé Smarties pela mesma. A série Maquinas Mortais é composta de um total de 5 livros e explora o universo steampunk e distópico com uma pegada infanto-juvenil.
Seguindo ainda a onda das séries distópicas infanto-juvenis, somos apresentados a uma história muito louca e de uma nova concepção fora da realidade, embora eu possa enxergar a sua inspiração em outras fontes. A minha primeira ideia da obra foi: o que o autor fumou para escrever isso? , mas fugindo um pouco do contexto da história, ela não escapa dos padrões de outras famosas distopias.
A mocinha que quer vingança, o rapaz iludido, o falso herói e o grupo de resistência que luta contra o sistema atual. Enfim, assim conhecemos Tom, ele é um simples assistente de terceira classe da Guilda de Historiadores. Ele é só mais uma engrenagem do grupo de massa manobra que acredita na beleza de um regime, sem um olhar critico. Seu grande ídolo é Valentine, o herói que trouxe grandes tesouros a Londres de suas explorações, só que as aparências enganam. Entretanto, tudo muda em sua vida após Hester Shaw.
Hester Shaw não é aquele tipo de pessoa que você simpatiza em seu primeiro encontro. Seu único objetivo é se vingar do assassino de seus pais e também daquele que marcou para sempre o seu rosto. Depois de mais uma tentativa frustrada de assassinato, Hester e Tom devem unir forças para retornar a Londres depois de enxotados para fora da cidade.
Numa aventura sem precedentes, eles deveram unir forças para viajar por diferentes cidades tracionadas, explorar segredos perdidos e se unir a resistência, enquanto são brutalmente perseguidos por um exterminador. Um grande plano de destruição está para ser reavivado e talvez apenas eles serão capazes de detê-lo.


Apesar de uma trama inovadora, Maquinas Mortais não fora um livro capaz de me prender a leitura, inclusive foi muito difícil de termina-lo. Apesar de não ser um livro pequeno (300 páginas), não foi uma narrativa que conseguiu, na minha opinião, construir muita coisa, afinal não achei que o autor conseguiu desenvolver a trama. 
Os personagens não são muito carismáticos e nem muitos interessantes, apesar que tenho um adendo para duas grandes personagens: Katherine Valentine e Anna Fang. Assim poucos trechos do livro são realmente interessantes e conseguiram me prender na leitura. 
Novamente devo parabenizar a Harper Collins pelo trabalho gráfico com a capa, que desde a primeira vista foi um livro que me chamou a atenção. Como também, um ótimo trabalho de diagramação do livro, embora a sinopse de traz do livro tenha deixado a desejar para quem não tem uma visão tão boa. 
Maquinas Mortais sinceramente não foi um livro que conquistou, mas não quer dizer que outros leitores não possam tê-lo como uma boa jornada de leitura. Afinal, todo o livro possui o seu leitor. 
Sobre a continuação, caso surja à oportunidade, talvez possa até dar uma nova oportunidade a leitura, mas sem muitas expectativas (vai que melhora). 
Uma curiosidade é que o livro ainda ganhou uma adaptação para o cinema em 2018, com Robert Sheehan e Hera Hilmar como nossos protagonistas. Contundo, ainda não tive a oportunidade de conferi-la, mas talvez algum dia o faça (quando não tiver nada para fazer). 
Enfim, a única coisa que posso desejar é uma boa leitura. 

Confira o trailer do filme abaixo:



Máquinas Mortais
Autor: Philip Reeve
Editora: HarperCollins
Lançamento: 2018
Páginas: 320
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João Sertório
PUBLICADO POR

Sou meio louco, gosto de tudo um pouco e amo aprender coisas novas todo dia. Sou Nerd ,Geek, Otaku, Dorameiro, BookaHolic , Poliglota e ainda arranjo tempo para praticar meus esportes favoritos.

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