Resenha | Sexo sem amor?, da Vi Keeland


Natalia luta o quanto pode para manter Hunter longe, mas a atração fala mais alto, às vezes...

Sinopse: Hunter e Nat se conheceram em uma festa de casamento - ele entre os convidados do noivo, e ela, da noiva. A atração era intensa e mútura, mas Nat, depois de seu último e desastroso relacionamento, havia prometido não mais se interessar por homens charmosos, convencidos e lindos de morrer. Até que, certa noite, Hunter aparece na casa da mãe dela durante uma reunião familiar. Ele iria trabalhar durante oito semanas na cidade em que Natalia morava e, então, ele propôs que passassem esse período transando até não poder mais. Oito semanas de sexo maravilhoso sem compromisso? O que ela teria a perder? "Nada", pensou. "É só sexo, não amor."
Mas será que isso vai dar certo?

Vi Keeland é sempre hit aqui em casa. Primeiro eu grito HINO, depois eu leio.
E já estive errada? Não. "Sexo sem amor?" se encaixa mais como um romance adulto que qualquer outra coisa. Não se engane pela capa esperando um simples hot. SSA (vamos abreviar o título) é um livro sobre um casal de adultos, com suas bagagens emocionais, em seu caminho de "quase amigos" para amantes.
Nat está do outro lado do país para o casamento da sua melhor amiga, Anna. Elas sempre pensaram que iam casar e ter filhos quase ao mesmo tempo, mas claro, o destino nem sempre acompanha os nossos sonhos.  Ela só tem 28 anos, mas coleciona um ex-casamento onde o ex-marido está preso e lhe deixou uma bela surpresa: a guarda total da sua filha de 14 anos. Sim, Nat é madrasta de uma jovem que mal lhe olha na cara e vive com os fones no ouvido.
Quanto mais negamos a verdade, mais poder ela passa a exercer sobre nós.
Então nos preparativos para o casamento de Anna, ela conhece Hunter. Cheio de manias, todo dengoso... Não, péra. Hunter, 29 anos, solteiro, nunca foi casado, sem filhos. Fez graduação e pós-graduação em Arquitetura. Ah, e tem um corpão (claro, gente). Ele também é um dos padrinhos do casamento e a atração entre os dois é imediata. Notem que eu falo atração, jovens. É VONTADE DE SE PEGAR MESMO. 
Dê a bunda pra ele, Nat, não o seu coração.
Em um jogo de gato e rato durante as festividades, tudo acaba em bebedeira na noite da festa de casamento mesmo e, no dia seguinte, Nat amanhece na sua cama de hotel com um Hunter adormecido ao seu lado e roncando, mas tão bonito o rosto, né, gente...
Vejo você por aí. Sempre que vier a Nova York, dê uma passadinha. A minha porta sempre estará aberta para você. Quero dizer, a minha vagina. 
Ele acaba pedindo o número dela, mas ela dá o número errado. Nada demais, não é? Afinal, eles nunca mais vão se ver... Até nove meses depois, para o chá de bebê de Anna. Mas nada da Anna segue como os planos do chá surpresa e a bebê nasce prematura, levando os dois a se aturarem durante mais essa passagem da Nat pela Califórnia.
Será se a Nat vai resistir aos encantos de Hunter e negar ao macho um beijo em seu aniversário? Ah, a Nat tem vontade de ferro!!! Ela não só resiste como dá mais uma vez número errado para ele. Dessa vez, o da sua mãe, mas como o destino é sacana...
Não dá para forçar química nem para negar quando ela existe. 
Quando, semanas depois, ela vai para o almoço tradicional na casa da mãe no domingo, adivinha quem bate na porta todo serelepe? O PRÓPRIO HUNTER. Não só levou na manha a mãe italiana e super protetora da Nat, como conquistou as irmãs e enteada dela.
Eu teria te perseguido pelo mundo todo. Eu pensava que não estava conseguindo te tirar da minha cabeça, mas era o meu coração que não queria abrir mão de você.
Nat estava sem se relacionar com ninguém desde o ex-marido, um estelionatário que deu golpe de milhões em seus clientes e deixou Nat com dívidas. Ela até tentou uns encontros, mas química... Nada. Até o Hunter. O Hunter que chega lhe propondo sexo sem compromisso enquanto ele estiver na cidade, que é educado, conquistou sua família, lhe trata com respeito e prometeu lhe alimentar antes ou pós sexo (é importante). Então Nat se arrisca e se joga e... Já sabemos que a paixão e envolvimento são iminentes, não é? O que não sabemos e vamos descobrindo aos poucos é porque um partidão como o Hunter continua solteiro e prefere não se envolver, embora obviamente queira. O livro é em maior parte do ponto de vista de Nat, mas os de Hunter vão te corroendo de curiosidade e te deixando sempre pronta para um "só mais um capítulo". 
Deixo logo um aviso: SEGURA O CHORO.
Porque, embora a verdade possa doer, a dor passa mais rápido. São as mentiras e as dúvidas que fazem a gente sofrer por muito tempo.
Algo muito legal também é ver o desenvolvimento dos personagens. A Vi não só te mostra, ela te envolve na vida dessas pessoas e te deixa sentindo parte daquela história.
Eu só posso dizer para você, querida leitora (ou leitor): Vem. Vem de coração aberto. Vem com todo amor. Vem pronto para se apaixonar.





Sexo sem amor?
Autora: Vi Keeland
Tradutora: Cynthia Costa
Editora: Universo dos Livros
Lançamento: Março de 2019
Páginas: 416
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Vi Keeland
VI KEELAND é autora best-seller do The New York Times. Com mais de quinze livros publicados, Keeland já superou a marca de milhares de exemplares vendidos – sendo que diversos de seus títulos foram vertidos para mais de doze idiomas. Seu livro anterior “Engano Irresistível”, publicado pela Universo dos Livros, foi sucesso nacional e entrou na lista de mais vendidos da revista Veja.
Renata Pamplona
PUBLICADO POR

"Lendo e resenhando muita coisa da cultura pop. Inevitavelmente Geek e apaixonada por mais personagens fictícios que pode contar."

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