Resenha | The Last Letter – Rebecca Yarros



"Thanks, but no thanks”

“Reality check, Ella. Your entire life right now is a worst-case scenario”

“And I had a promise to keep. Twice the awesome.”

Sinopse: "A Última Carta é uma história de amor assombrosa, de partir o coração e inspiradora." - In Touch Weekly / Beckett, Se você está lendo isso, bem, você sabe o procedimento de última-carta. Você sobreviveu. Eu não. Saia do trem da culpa porque eu sei que se houvesse uma chance de você me salvar, você o teria feito. Eu preciso uma coisa de você: saia do exército e vá para Telluride. Minha irmãzinha Ella está criando gêmeos sozinha. Ela é independente demais e não vai aceitar ajuda facilmente, mas ela perdeu nossos avós, nossos pais e agora eu. É demais para alguém aguentar. Não é justo. E ainda tem mais: Há algo que você não sabe que está acabando com a família dela. Ela vai precisar de ajuda. Então se eu tiver morrido, isso significa que não posso mais apoiar Ella. Não posso ajudá-los a passar por essa, mas você sim. Então estou te implorando, como meu melhor amigo, que vá cuidar da minha irmã, minha família. Por favor, não a deixe passar por isso sozinha. Ryan
Sabe aquele momento que você lê, lê, lê... mas ainda não conseguiu ter aquela leitura que inspirasse uma resenha? Não uma resenha qualquer, mas A RESENHA!, é o que tenho experimentado nas minhas últimas leituras, ou é só preguiça mesmo... vai saber.

Então, eu li The Last Letter, da Rebecca Yarros por indicação de uma amiga – ela costuma me salvar quando não consigo avançar em nada, Thanks, Dri. E o melhor disso tudo é que não conhecia nada da autora, então fui no escuro, apenas influenciada pela beleza da capa e o título impactante...

Sim, pelo título você imagina: Meu coração vai doer!! Sabe nada inocente!!! 

Aqui temos Ella, uma mulher nos seus vinte e cinco anos, mãe solteira, que engravidou aos dezenove anos e viu seus planos irem por água abaixo ou assim pensava, já que ainda jovem precisou assumir o negócio da sua avó, e tomar as rédeas de tudo. E não fez feio.

Mesmo com Mac, seu irmão mais velho ao seu lado, Ella sempre manteve o controle de tudo. Seu irmão como militar raramente estava em casa, então nossa mocinha apenas é uma definição de mulherão da porra, já que além de ter crescido nos negócios (ela é dona de uma pousada) ela também mandou muito bem no quesito “Pãe” dos nossos fofos gêmeos Maisie e Colt... Ficou surpreso até aqui? Se identificou? Segue o baile que agora que comecei...

Já disse que temos um militar certo? E pela capa bem... Claro que aqui temos um romance que envolve militar e esse é nosso Beckett, ou Chaos, fiquem à vontade para chama-lo pelos dois nomes.

Chaos é aquele militar clichê: fechado, com poucos amigos, sem família sem nada a perder... só que, por uma ideia de Mac – irmão da Ella – ele começa a se corresponder com a nossa mocinha. E, o mais legal, a cada começo de um capítulo, lemos uma carta, ora de Beckett para Ella, ora o contrário, e nunca na ordem. Você começa o cap 1 com a carta um, mas as cartas não seguem a cronologia, e sim o conteúdo dos capítulos, o que torna ainda mais interessante ao longo da leitura.

Até aqui, já te dei informações suficientes para que você embarque nesse romance certo? Errado! Não temos nada a não ser um floreio, e agora é que recomendo que você respire fundo.

Sabe aquela autora que não poupa esforços para esmagar o coração dos leitores? Então, nesse caso Rebecca Yarros não fez nenhuma reserva, e a cada capítulo era uma faca cravada no seu peito e retorcida lentamente.

Quando finalmente Beckett e Ella se conhecem pessoalmente, como todo homem que não pensa, ele não conta que é o Chaos (pois é... nossa mocinha não sabia o nome verdadeiro do boy, só o de guerra). Ele chegou para ajudá-la com algumas coisas, que não vou contar porque é spoiler, e os dois começam a se envolver em uma amizade. 

Ella não é uma pessoa que confia facilmente Beckett sabia disso, e arriscou. A tensão sexual é grande, há momentos que você vai se pegar gritando com os personagens para se pegarem logo, porque nem você aguenta mais... mas o nosso mocinho deve ter tido treinamento intensivo de autocontrole, não é possível...

Um romance que você pode pegar um estoque de lenços, que envolve crianças, militares e um cachorro...

Um romance que te dá uma lição de vida no final, que infelizmente, não podemos controlar o destino.

Um romance, que quando você achar que já chorou o suficiente, ele vem e te mostra que você tem um estoque de lágrimas infinitas.

Amei demais a interação de Beckett com as crianças, a paciência e a forma protetora dele com elas. A ligação entre ele e Colt era incrível. 

Ella como mãe era uma leoa, e acredito que todos temos um pouco dela, quando apensas desejamos colocar nossos filhos em um potinho e protege-los do mundo. Algumas atitudes dela me incomodaram, mas nada que faça perder o brilho na história, afinal, sete anos que a mulher não sabia o que era sexo, e ter um “amigo” ao seu lado como Beckett é para acabar com a sanidade de qualquer um, então está perdoada.

Maisie e Colt, que crianças lindas, únicas, de personalidades encantadoras, nada exagerados.

Havoc, melhor cão que você respeita.

Infelizmente, esse livro ainda não foi lançado no Brasil, e espero que alguma editora abra os olhos logo, porque é realmente o tipo de leitura que faz seu coração apertar, e sua razão questionar. Se recomendo? MUITO.

The Last Letter
Autora: Rebecca Yarros
Editora: Entangled: Amara
Lançamento: 2019
Páginas: 432 páginas
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Sobre Rebecca Yarros
Rebecca Yarros é uma romântica inveterada e uma amante de todas as coisas que envolvem café e chocolate. Ela é autora da premiada série Flight & Glory e The Renegades. Ela ama heróis militares e é casada com um piloto Apache faz 17 anos. Quando ela não está escrevendo, está amarrando os cadarços dos patins de hockey dos filhos, tocando sua guitarra e assistindo filmes dos anos 80 com suas duas filhas. Ela vive no Colocado com seu marido, um bando de filhos e animais de estimação. Tendo adotado sua filha mais jovem do sistema legal, Rebecca é uma defensora apaixonada por crianças em sua ONG One October.
Andy Collins
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2 comentários :

  1. Mas gente, ela sabe escrever resenha também!!!! Rsrsrsrrs eu amei esse livro só pelas nossas conversas, devo dar detalhes das mesmas?!? Rsrsrsrsrs
    Adorei a resenha, consegui sentir o mesmo sentimento das nossas conversas!!!
    Bjs

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