Resenha | Only Trick, de Jewel E. Ann


Um livro cheio de romance, plot twist e travessuras.

Sinopse: Em uma noite, eu perdi cinco anos da minha vida. Aqui o que eu sei: Eu era sem-teto. Eu sou um ex-drogado me recuperando. Minha pele tatuada se retrai de olhares lascivos. Eu tenho uma séria aversão a mulheres. Meu parceiro gay é um destruidor de lares. Eu tenho uma arma e sou muito bom em atirar. Sou um maquiador profissional, mas isso é um insulto ao meu talento. Eu nunca quis possuir nada além da minha moto... Até eu conhecer Darby. Então o que eu sei desde aquele dia que ela me curou... nada - além de alguns pensamentos aleatórios. Minha nova "amiga" me distrai, é pegajosa e obcecada por acrônimos, emojis e expressões como "almas gêmeas de café da manhã." Eu não queria gostar dela, mas ela rastejou sob a minha pele e me engoliu todo. Agora somos melhores amigos e ela é meu novo vício. Eu a beberia de um copo, cheiraria-a como cocaína ou a injetaria nas minhas veias se pudesse. O que eu não vou fazer é dizer a ela isso. Ela não me conhece... Eu não me conheço. Quando aqueles anos que faltam voltarem, eu acho que ela vai me odiar... Eu acho que vou me odiar. Meus pais me chamaram de Patrick Roth e essa é minha história.
Primeiro eu quero que você coloque essa música para repetir enquanto lê essa resenha:


Consegui o livro em uma antologia chamada Valentine´s Days & Nights (que não está mais disponível na Amazon) e Only Trick me chamou atenção pela sinopse, mas durante uma boa parte do livro fiquei me perguntando se a autora ia mesmo ter a coragem de "transformar" um gay em hétero só por uma mulher, já que por boa parte do livro não é mencionada bissexualidade. Eu já estava pronta com a caneta problematizadora aí veio a revelação / spoiler: Não, o Trick não é gay. Então vamos ao começo: Darcy é uma médica workaholic que vive de agradar a família (ao pai, para ser exata) e quase sem amigos. Em um dos seus plantões, ela atende como paciente Trick, um cara gato, como a enfermeira que a ajuda diz. Ela não consegue deixar de pensar naquele cara, apesar de ele ter um jeito de poucos amigos. Ao se preparar para uma festa com sua cabeleireira favorita, ela é indicada pela mesma a se maquiar com Trick e... ahhhh, mais um encontro para esses dois.
Após esse segundo encontro, os dois acabam criando uma amizade com base em maquiagens, bons papos e desabafos, mas por uma boa parte do livro, Darby e você, leitor, também acha que Trick é realmente gay (Alô, ele tem um sugar daddy!) e até o negócio se desenrolar como romance entre os dois você já está shippando horrores com direito a muito café da manhã como jantar (quem não gosta?) e química.
Há vinte e seis letras no alfabeto que podem ser ajeitadas para expressar uma infinidade de emoções, mas não as minhas ou suas. Não há palavras para expressar como meu mundo cai aos seus pés...
Only Trick foi um livro que, sem querer, me deixou com ressaca literária porque foi um passeio de montanha russa. Tem o passado misterioso de Trick (ele sofreu um acidente há anos atrás onde ele perdeu a memória e só sabe que era sem-teto e drogado, tem um talento enorme pra desenho e seus pais sumiram do mapa), tem a família de Darby (o pai é um embuste de marca maior, a madrasta quase da idade dela é uma aproveitadora social e a vó um amor) e o histórico dos dois em não confiar muito nas pessoas. 
Memórias são emoções mortais, mas amor... o que o coração sente, ele nunca esquece.
Esse livro foi muito maravilhoso na construção dos personagens e seus coadjuvantes. O enredo vai crescendo de uma maneira que a cena final parece que é digna de um cartão de natal e pronta para deixar seu coração aquecido, acreditando no amor de pessoas tão apaixonadas pelo outro quanto por paixão.
Sua voz é a única coisa que eu ouço, sua face a única coisa que vejo, mas seu amor... seu amor, minha bela, é a única coisa que eu preciso.
OBS: Todas as citações e sinopse foram traduzidas por mim, que li o original em inglês.

Only Trick
Autora: Jewel E. Ann
Publicação: Independente
Lançamento: 2015
Páginas: 400
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Sobre Jewel E. Ann
Jewel é uma viciada em romances com um senso de humor estranho. Quando não está sendo um modelo questionável de comportamento para seus três filhos, está maratonando na Netflix com seu marido, e escrevendo romances.
Renata Pamplona
PUBLICADO POR

"Lendo e resenhando muita coisa da cultura pop. Inevitavelmente Geek e apaixonada por mais personagens fictícios que pode contar."

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