Pausa Viu | Minha Vida em Marte

Minha vida em Marte não fica tão longe de tantas realidades...

Este post pode conter spoilers de você NÃO assistiu "Os homens são de Marte... e é para lá que eu vou".


Sinopse: Fernanda está casada com Tom, com quem tem uma filha de cinco anos, Joana. O casa está em meio ao desgaste causado pelo convívio por muitos anos, o que gera atritos constantes. Quem a ajuda a superar a crise é seu sócio Aníbal, parceiro inseparável durante a árdua jornada entre salvar o casamento ou pôr fim a ele.


Então... Deixa eu te contar como eu fui assistir "Minha vida em Marte": cidade vazia, não queria ver pela terceira vez "Aquaman", aqueles dias ZzzZz entre Natal e Ano Novo e fui, sem expectativa nenhuma assistir essa comédia. Eu assisti o primeiro filme no cinema com uma amiga, que é fã do Paulo Gustavo (eu tenho um leve ranço). Assim como no primeiro, o segundo te leva a umas risadas e, por que não, umas reflexões.
Começamos com Fernanda: finalmente feliz, casada, com uma filha linda, anos depois do "Os homens são de Marte...", cheia dos trabalhos em sua empresa de eventos. Tudo vai lindo,  maravilhoso... Parece família de comercial de margarina. Até que não vai. O casamento com Tom está morno... A paixão, a novidade e tudo do começo de um relacionamento e fase lua-de-mel estão se esvaindo entre os dois. Sobraram a rotina do dia como pais, como empresários e os esforços para se acharem novamente.


Eles tentam jantar juntos, viajar juntos, ela se fantasia, ele tenta conversar, mas em uma série de pequenas más comunicações e, sim, de a relação ter esfriado, eles acabam se separando. É choro, muito vinho, risadas (a maioria provocadas pelas verdades sarcásticas de Aníbal), mais drinks, saídas para baladas e até viagem internacional (porque quem nunca achou a sua cidade muito pequena para si e o ex?).


O filme acaba reforçando o que o primeiro passou um pouco: se conhecer e se amar é essencial, mas com amigos, dá para aguentar as piores fases da vida. E também é um filme retratando (sim, é uma realidade de alguns) a vida do rico e privilegiado lá no Rio. Acaba sendo #whitepeopleproblems? Sim. Importa? Olha... Arranca risadas. É a resposta que posso te dar.


Muitas vezes tenho que me policiar para não problematizar algumas coisas e digo isso porque assim como no primeiro filme, o segundo é carregadíssimo em clichês. Os mais bobos possíveis, mas que como material para o grande público rir, ainda se encontra presente.
Assim como o primeiro, é baseado no texto e peça da própria Monica Martelli, que eu gostaria muito mais de ver trabalhos dela nas telas (e quem sabe, nos palcos se um dia eu tiver a oportunidade).
Eu vi muitas críticas ao filme em relação a ser "vazio", mas eu não lembro de nenhuma comédia (sem cunho fantástico tipo "O auto da compadecida") que não siga o mesmo ritmo que esse filme. É leve, é bobo, é para aproveitar a pipoca e esquecer em uma semana (a menos que você resolva escrever sobre ele quase um mês depois que nem eu). Vai, se diverte com as neuras da Fernanda e os pitis do Aníbal.



Minha Vida em Marte
Sequência de "Os homens são de Marte... e é para lá que eu vou"
Direção: Susana Garcia
Distribuidora: Downtown Filmes
Lançamento: Dezembro / 2018
Duração: 102 minutos
Classificação: 12 anos
Renata Pamplona
PUBLICADO POR

"Lendo e resenhando muita coisa da cultura pop. Inevitavelmente Geek e apaixonada por mais personagens fictícios que pode contar." Contato: umapamplona@gmail.com

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