Quinta do terror: Os crimes de Jack O Estripador


“Não foi um mero açougueiro” 
Desconhecido

Sinopse: Mais de um século depois de suas emboscadas nas ruas do East End de Londres, o assassino em série Jack, o Estripador, continua exercendo um fascínio macabro na imaginação popular. Depois de escrupulosamente reexaminar documentos oficiais da época, o jornalista investigativo Paul Roland descortina um mito e conceitos equivocados de décadas para revelar a identidade de um novo suspeito que nunca foi seriamente considerado até hoje. Se esses crimes fossem investigados hoje, o que as autoridades considerariam como pistas vitais? De que forma seus investigadores descreveriam o primeiro assassino em série da Inglaterra e em quem eles procurariam se concentrar? Se você estiver esperando que um dedo seja apontado a um dos suspeitos costumeiros, esteja preparado para ter uma reviravolta em suas hipóteses.

Quanto tempo eu não escrevo uma resenha de terror, não é mesmo?! Mas, esta aqui é assustadora, temos um assassino em série, o famoso Jack O Estripador. Um vilão do século XIX. Um desconhecido para o mundo. Neste livro temos documentos originais da época, no qual foram feito estudos sobre o caso. Temos arquivos do ano de 1888 até os dias de hoje. O jornalista investigativo Paul Roland nos mostra todo o trabalho da polícia da época, e também todas as pessoas envolvidas no estudo sobre os crimes de Jack O Estripador .E atualmente, ele com a policial e dentre outros profissionais para entender o caso e desvendar a verdadeira identidade desse assassino cruel. Será que ele descobriu? Vamos ver no decorrer da resenha. 


Jack O Estripador 

O livro todo é documentado com vários arquivos. Temos a história da Inglaterra, da economia, população, cultura, a vivência. Tudo isso nos mostra como as pessoas viviam naquela época, principalmente os subjugados pela sociedade de elite inglesa. Então, os crimes acontecem. À maioria das vítimas eram mulheres, indiferentes, sem classe ou com classe social. Eram brutalmente mortas, eu digo BRUTALMENTE. No livro temos várias imagens, e as descrições são bem detalhadas.

As pessoas eram mortas com facadas ou com outro tipo de instrumento. Eram deixadas totalmente abertas às suas vísceras e tudo mais. E onde aconteciam esses crimes? Geralmente, em horários de pouca movimentação na rua, em becos escuros com neblinas. Mulheres indefesas...em lugares soturnos. Uma combinação nada agradável. 



Pronto para matar! 

Lembro que uma das primeiras vítimas dele, uma mulher foi morta, e a polícia a encontrou virada na grade de um beco tentando se agarrar nela. A cena ainda fica pior quando eles observam que o intestino delgado estava fora do corpo da vítima. Ela fora em forcada pelo próprio órgão. Não tem imagem. Mas, é uma descrição dos policiais da época. 

Tudo leva a investigação profunda, parece que ninguém consegue pegar o assassino, e começa a ter fama, várias jornais publicam sobre os crimes horrendos de um desconhecido. E a população londrina fica temerosa, mas não ao ponto de ficar em sua casa em segurança. A polícia em alerta. Começamos a ter suspeitos, porém nenhum é ele, o assassino. Algumas testemunhas nem sempre entram em consenso nas características do Jack. Mesmo assim a busca continua, e os crimes também. Talvez a polícia da época fora fraca em sua investigação. Alguns não davam o devido interesse para tal criminoso. Pelo que o livro nos revela temos várias evidências, vítimas, testemunhas e muitos arquivos. Todavia, não temos a verdadeira identidade do assassino ou será que temos? Ou será que ele foi apenas um personagem inventado na época? Fica a reflexão para vocês lerem o livro.

Gostei da história, dos documentos, dos relatos, na verdade de tudo. Muito bom. Espero que vocês leitores e leitoras possam gostar também. Até a próxima.

Depois da leitura: Existiu ou não Jack O Estripador




Os Crimes de Jack, o Estripador
Autor(a): Paul Roland
Editora: Madras
Ano: 2010
Livro físico: 240 páginas
Andrea Machado
PUBLICADO POR

"Sou altruísta, um pouco louca ( do bem), tenho poucos amigos, adoro irritar as pessoas, meu humor é considerado “negro”. "

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