[Resenha] Driven - K. Bromberg


Em uma corrida pelo amor... ou Rylee deveria correr de um embustão?


Sinopse: Da autora best-seller do New York Times, K. Bromberg, vem uma série inesquecível sobre luxúria, amor, redenção e cura...Nossos caminhos não deveriam ter se cruzado.Colton Donovan era arrogante, com aquela vibe de bad boy e tinha tudo que eu nunca quis. E ainda assim tudo que precisou foi um encontro acaso, uma identidade errada, e um beijo roubado para eu saber que eu odiava ele e o desejava constantemente.Meu coração estava se curando. A alma dele estava danificada. Não tinha jeito da gente funcionar, mas após um encontro, um garotinho que precisava ajuda e uma volta na roda gigante, pedaços do meu coração estavam perdidos para ele.
E por mais que ele não me deixasse entrar no coração dele, eu não podia deixá-lo.Essa é a nossa história.Nossa luta.Nosso amor imperfeito.

“É inquestionável o quanto eu te quero, Rylee.” Ele me puxa mais forte para perto. “O quanto eu estou atraído por você.”
Driven é aquele livro que eu levei aaanos para ler, embora tivesse ganhado da Universo dos Livros a edição física e tivesse conseguido de graça na Amazon por graças daquelas semanas que autores deixam alguns de seus livros de graça. Então pode ter certeza que fui com toda sede ao pote e me joguei tão irresponsavelmente em Driven quanto a Rylee se jogou no romance com Colton.
O Colton é aquele bad boy típico da onde eu entrei em romances: fanfic. INCLUSIVE, eu pensava que Driven era fanfic de Twilight (Sim. Crepúsculo. Eu SÓ li fanfic de Crepúsculo.). Branco, alto, milionário, adotado, inatingível, esperando pela mulher certa para colocá-lo no caminho certo e enquanto isso, se divertindo com as erradas, com questões pesadas em seu passado... Colton é o cuspe do básico do padrãozinho dos baseados em Edward e outros pseudo-badboys da literatura romance com romântico.
Vamos adiantar? O Colton é embustinho pra caramba. DEUSA, POR QUE ME COLOCASTE NO MUNDO PARA GOSTAR DE ROMANCE HOT?



O livro é todo narrado pelo ponto de vista da Rylee (que nome lindo) e eu não sabia se queria bater nela, por ter alma de assistente social de adulto com problemas que seriam melhor resolvidos com psicólogos, ou nele, que jogava todas suas inseguranças e frustrações nela. Ainda não viu o meme do cara chegando cheio de malas em uma relação? Cada mala um problema: questões com a ex, mimado, sem graça, frustrado sexualmente / deus do sexo, dificuldades na infância e afins... É o Colton.
... Esperando para eu perguntar porque ele precisa de aceitação, cura e vingança.
A Rylee é outra padrãozinho das fanfics (e de livros do gênero) publicados pelos meados de 2012 a 2015: linda, branca, padrão, classe média, com baixa auto-estima, oportunidade de estudos até o ensino superior, sem daddy issues (dá uma procurada no google), sem mommy issues, com ex-issues (sempre tem os fantasmas do passado, néam?)
Após um encontro por acaso, Colton fica obcecado com a moça de emocional aparência frágil que coube tão bem em seus braços em um evento social. Algo me diz que se ele tivesse ido embora, ela ido no seu caminho... Bem, ele vai atrás dela em seu trabalho e pronto. A stalkeação começou... Ele tenta de todo jeito com que ela fique disponível e acerta no ponto fraco da mulher: suas “crias”, ou seja, os meninos que ela cuida em seu trabalho como... TCHAN TCHAN TCHAN TCHAAAN: Assistente social. *rindo de nervouser*
Colton consegue o primeiro encontro, segundo e terceiro... e cada vez enfraquecendo a Rylee. É essa palavra mesmo. Cada vez ele dá um beijo e um tapa (não físico). Cada vez ele dá um dedo, mas quer sugar da Rylee tudo que ela puder dar. Inclusive amor. Ele sabe que ela tem amor para dar, mas não quer dar nada de volta. Quer algo fácil, quer sexo, quer usar emocionalmente ela pois sabe que está se envolvendo e aí meu ranço foi crescendo pelo Colton. Infelizmente Driven é das levas de romance que é uma trilogia, ou seja, não tem fim no primeiro livro. TRÊS LIVROS O MESMO CASAL! Paciência para esse tipo de macho? Não tenho muito. Curiosidade? Tenho de sobra.
Já me falaram que o Colton não melhora nos três livros. Inclusive: OI, MAÍRA, TURUPOM? (Fico super feliz quando acho mulheres sãs que reconhecem os embustes)
Então deixa eu explicar as estrelas:
- A Bromberg parece um amor, mas está cheia das vibes bad boys em seus livros. MENOS, GATA. ME-NOS.
- Eu vou dar uma estrela E MEIA para as cenas de sexo (isso é relativamente baixo para mim, pois se as cenas fossem satisfatórias mesmo, eu daria pelo menos duas estrelas só disso. OI, CROSSFIRE.)

Todas as citações e sinopse são traduções da colaboradora, que leu a versão para Kindle. BRIGADA, AMAZON!



Driven
Autora: K. Bromberg
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2015
Livro físico: 400 páginas
Compre na Amazon
Sobre K. Bromberg
K. Bromberg escreve romance contemporâneo doce, emocional, muito sexy e um pouco real entre treinos de futebol e sendo mãe.
Renata Pamplona
PUBLICADO POR

"Lendo e resenhando muita coisa da cultura pop. Inevitavelmente Geek e apaixonada por mais personagens fictícios que pode contar."

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