Pausa Viu: Hereditário


Toda árvore genealógica esconde segredos.

Sinopse: Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse uma sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.


AVISO: ESTE POST CONTÉM SPOILERS!

Sendo da A24 e mais para o lado terror / drama psicológico, o filme infelizmente não ganhou a projeção comercial que merecia, mas tudo bem porque o circuito alternativo se encarregou. Aqui em Belém, eu assisti pelo Cine Líbero Luxardo com sala LOTADA! Nem sei como consegui me desviar dos spoilers de quando o filme estreou timidamente nos cinemas lá fora e brasileiro e depois de sair torrent!
Bem, a Toni Collette interpreta Annie, que acabou de perder a mãe, com quem não tinha uma boa relação. Ela mora em uma casa enorme (e no lugar onde a mãe morreu), trabalhando direto de casa como miniaturista, com seu marido, Steve, a pequena Charlie, e o distante adolescente, Peter. 


Em 1 hora e 30 minutos de filme, a primeira parte você acha que está assistindo um terror psicológico com muito drama, mas o negócio vira de uma maneira para o sobrenatural que eu fiquei até meio tonta. Se tratando de terror, o filme tem um negócio que eu fico fascinada sempre: cortes rápidos. Milésimos de segundos, alguns stills mostrando (ou não) detalhes. Aliás, o filme todo é cheio de detalhes para quem vai de braços abertos para o filme.


Mas voltemos... Após a morte da mãe, Annie se sente culpada por não sentir tanto a falta da mesma, especialmente após revelar o passado problemático dela. Morte trágica do marido, do filho, a possessividade em cima dos netos, distúrbios psiquiátricos e objetos bem estranhos que deixa de herança... Tudo vai se acumulando, mas como a mãe, Annie acaba vendo que a tragédia é hereditária e perde sua filha, Charlie em um trágico acidente. Olha... eu não sei como terminei esse filme sem gritar, pois a cada cena a Toni gritando e chorando eu queria gritar e chorar também!


A Charlie é a personagem mais trabalhada nas peças publicitárias do filme, então imagina minha surpresa quando a jovem morre. Eu fiquei meio "UÉ", mas CALMA, que com a A24 primeiro a gente grita "HINO", depois a gente assiste.


Em meio a tanto luto, ela procura um grupo de apoio e lá conhece Joan, uma mulher, aparentemente, em quem pode confiar e dividir seu peso emocional. Em um desesperado ato de se comunicar com a filha, Annie acaba deixando mais que o mau entrar em sua vida, mas nas vidas de Peter e Steve também. Aliás, pra quê tanto sofrimento para esses dois, gente? Sem necessidade (Mentira. Tinha necessidade sim.)


AGONIADA e PERDIDA foram as palavras para me definir ao assistir "Hereditário". Lembra que eu falei lá em cima que ele vai do terror psicológico ao sobrenatural? Pois então. Eu senti que poderiam facilmente adicionar mais uma meia hora de filme e me explicar sobre o pai e irmão da Annie (alô, flashbacks!), explorar o psicológico racional dela, sobre a ceita meio PORRA LOUCA (Acharam que eu não ia escrever palavrão, né? Acharam errado.)


O filme é IMPERDÍVEL para quem gosta de terror e um dos melhores do ano, no geral. Ele já está disponível na Biblioteca do Paulo Coelho, então... Use o amigo Google. 

P.S.: Eu realmente gostaria de uns prêmios de atuação para esse elencão, hein!


Hereditário
Distribuição: A24 / Diamond Films
Direção: Ari Aster
Ano: 2018
Elenco: Toni Collette, Milly Shapiro, Alex Wolff, Gabriel Byrne, Ann Howd
Renata Pamplona
PUBLICADO POR

"Lendo e resenhando muita coisa da cultura pop. Inevitavelmente Geek e apaixonada por mais personagens fictícios que pode contar."

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