[Resenha]: Um milhão de finais felizes - Vitor Martins


Um livro que vai fazer você ir atrás do seu final feliz!
Resenha: Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.
Eu estou aqui, olhando para o computador e pensando como vou falar com vocês sobre como me senti lendo esse livro. O Vitor tem o dom! Isso é a maior certeza que eu tenho, ele consegue te fazer sentir tudo, absolutamente TUDO que o personagem dele está sentindo. De extrema tristeza a pura e simples felicidade. 

Cada página que eu lia desse livro, parecia que era o próprio Vitor lendo pra mim! Eu consegui ver como ele colocou todo o seu amor e dedicação nesse trabalho. Finalizei a minha leitura com duas  certezas:

  • 1º tenho um crush de amizade nele (Sim! eu quero ser sua amiga!) ;
  • 2º tudo, absolutamente tudo que ele escrever, pode ser um rabisco em um papel de pão, eu quero ler e presenciar o crescimento dele como autor. 
Mais uma vez, me sinto impotente diante das expectativas que minha mãe tem para a minha vida. Mais um vez, sinto que o momento em que ela vai se decepcionar comigo de verdade está próximo.
 

Jonas é um jovem de 20 anos que ainda não sabe o que quer da vida, trabalha em uma cafeteria com o tema espacial e as vezes escreve idéias de possíveis futuros livros em um caderninho, que anda com ele pra cima e para baixo no seu bolso. 

Ele é gay, porém não se assumiu para a família. O relacionamento dele com o pai é péssimo, e ele não faz a mínima odeia de como ficou assim. Com a mãe é diferente, ela nitidamente é companheira dele e como é religiosa, ele teme decepcionar ela e a Deus.

O dilema dele com a religião é um dos pontos que mais me deu aflição na hora da leitura. Ele simplesmente se culpa por tudo de ruim que acontece na vida dele, simplesmente por sua opção sexual que na visão da igreja é pecado. Muitas vezes deu vontade de pegar ele e abraçar, dizer que tudo vai ficar bem e nada é culpa dele (principalmente no famigerado capítulo 30).
Ela não me conhece.
E, se eu for parar para pensar, além das paredes da igreja e das janelas da minha casa, eu também não conheço a minha mãe.
Em um dia de trabalho qualquer, ele dá de cara com o cara mais lindo que ele já viu. Só que além de uma conversa totalmente sem graça, nada acontece e ele tem certeza que nunca mais vai ver o cara de novo. Porém ruivo misterioso deixa nele um inspiração, de quem sabe criar a história dos "Piratas Gays".

O ruivo misterioso é Arthur, e o desenrolar da história dos dois é linda de se ler! Eles são companheiros e como esse é primeiro relacionamento do Jonas eles vão se descobrindo e redescobrindo juntos.
Meu rosto fica vermelho, mas eu não sinto vergonha porque ele está sorrindo para mim. O que eu sinto é novo. É uma vontade esquisita de ficar aqui. Os lanches e a batata acabam, mas eu não quero ir embora. É como se todas as letras de música de amor fizessem sentido de repente.

Um ponto que eu percebi desde que li "Quinze dias" é que o Vitor escreve personagens secundários maravilhosos. Os Amigos do Jonas são de fundamental importância para a nova fase da vida dele, principalmente quando se fala em família. Dá até aquela vontade de está junto deles .

Ahhhhh um pequeno aviso! Tive um leve surto com easter egg de "Quinze dias", chega meu coração ficou feliz de ler sobre os meus meninos de novo! 

Agora meu povo, o que falar dessa edição! Globo Alt, Vitor e Helder vocês estão de parabéns! É um dos livros mais lindos que eu já vi. Eu sou suspeita para falar, adoro tudo que o Helder já fez e essa capa é um dos trabalhos mais lindos.

Mas falando sério, quem gosta de referências nerds/Geeks, alguns clichês e principalmente sobre descobrir o principal significado de família. Onde as vezes a família que você escolhe, tem mais significado do que a sua de sangue. E principalmente sobre autoconhecimento e aceitação.

Eu só peço, leiam leiam leiam! E depois vem surtar comigo depois que descobrir um dos melhores escritores da atualidade. 

Ps.: Tem Playlist dos personagens criada pelo Vitor. Eu escrevi essa resenha escutando a do Jonas:



P.s.1: O Helder que ilustrou a capa, liberou um wallpaper do Jonas e do Arthur e eu estou como? apaixonada!


Um milhão de finais felizes
Autor(a): Vitor Martins
Editora: Globo Alt
Ano: 2018
Livro físico: 352 páginas
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Vitor Martins
Vitor Martins é apaixonado por livros, filmes, séries e pizza. Ele mora em São Paulo com seu namorado e seus dois gatos insubordinados e acredita que, dentro de cada um, há um milhão de finais felizes esperando para acontecer. Vitor é o autor de Quinze dias, também publicado pela Globo Alt.
Carol Lima
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Adoro um bom drama, e costumo dizer que se eu não chorar em alguma parte do livro não valeu a pena. Costumo ler de tudo um pouco, porém tenho um fraco por romance.

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