17 abril 2018

Pausa Viu: Um lugar silencioso (2018)



O terror vive no silêncio.
Sinopse oficial: Em uma fazenda nos Estados Unidos, uma família do Meio-Oeste é perseguida por uma entidade assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.


Um lugar silencioso é a primeira grande surpresa do ano e não só falando de terror. Com um orçamento de míseros 17 milhões de dólares, o terceiro trabalho de John Krasinski na direção surpreende por deixar o espectador fissurado e tenso no que está acontecendo na tela com menos de 10 minutos de diálogos em 1 hora e meia de filme. Aliás, nem vamos longe de contar o período do filme, nos primeiros cinco minutos você já sabe que Um lugar silencioso não vai poupar ninguém!


Admito que no começo do filme eu não pensei que seria algo tão intimista quanto se tornou. A família Abbot é a protagonista (humanos) em 99% do filme. 


O roteiro e produção tiveram cuidado até em pensar como a família viveria nesse futuro aterrorizador. Tem eletricidade? Tem, mas é o máximo de "luxo" e resquício de tecnologia que conseguem. Até o modo de caçarem, prepararem suas refeições, das crianças brincarem, se deslocarem em grandes distâncias é mostrado (Alô, dicas de sobrevivência para galera!).


Não nego que acho John e Emily um casalzão, mas vê-los em cena... Nossa, que química. 


Como as tais criaturas são atraídas por sons e como já disse lá em cima, a maior parte do filme é em  silêncio (nem música instrumental), quando há diálogos falados (há também língua dos sinais) você sente que pode respirar. Assistir esse filme requer uma leve preparação: não coma NADA. NADA? NADA. Nem pipoca, nem suco, esqueça o petisco e aproveita a experiência.
Cenas como essa do still te fazem querer gritar no cinema! Calma. Não grite. 


Evelyn (Emily Blunt) defendendo Regan (Millicent Simmonds) de um invasor. Até onde você iria para defender aqueles que você ama estando entre a sua vida e a deles? 


Millicent, que interpreta Regan, é surda mesmo. O diretor procurava uma atriz com a característica pois não queria alguém somente fingindo e achava que ajudaria no conhecimento e compreensão da situação real muito mais. Ele queria alguém que vivesse e ensinasse sobre isso no set. A jovem declarou em entrevista recente que agradece muito à chance e espera que mais diretores e produtores assumam a postura de Krasinski para tais papéis.


Um lugar silencioso me deixou tão tensa que eu tive que convencer a Carol e o Victor a assistirem e é bem provável que saia um Supercast sobre o filme. Caso saia, volto para deixar o link abaixo. 
ATUALIZAÇÃO:
Ouça o #supercast em superliterario.com.br

Se faça esse favor, vá de coração aberto assistir esse filmão, mas caso não consiga dormir à noite e fico bolado em fazer barulho no escuro em sua casa, não se preocupe. Fiquei assim também. Brigada, John Krasinski.