15 fevereiro 2018

Pausa Viu: Pantera Negra (2018)

Um grande filme de origem para um grande herói.



O hype para o filme solo do Pantera Negra, introduzido no MCU no filme Capitão América: Guerra Civil era grande e não desapontou. Saímos (Carol, Victor e eu) da sessão de cinema bem satisfeitos com um filme de origem de respeito, mostrando um grande herói e sua campanha para ser um bom rei.
Neste filme acompanhamos o príncipe T'Challa (Chadwick Boseman) logo após os acontecimentos de Guerra Civil e o falecimento de seu pai, o rei T'Chaka (John Kani). T'Challa se prepara para a cerimônia de coroação com as cinco tribos que compõem o reino. Na cerimônia, há um desafio que o príncipe deve respeitar e acaba lutando com o responsável pela tribo Jabari. Mal a gente sabia que aquele era só o começo dos desafios para o T'Challa, mas ainda bem que ele conta com o apoio de Okoye (Danai Gurira, a Michonne de The Walking Dead, que apesar de ser um nojinho vide passagem na CCXP 2017, entrega uma boa atuação), chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Laetitia Wright, uma coisinha fofa que dá vontade de colocar no bolso), que coordena a área tecnológica do reino, e também Nakia (Lupita Nyong´o), a paixão de T'Challa, que não quer se tornar rainha e ficar de brinde em uma corte. Juntos, eles começam uma procura por Ulysses Klaue (Andy Serkis, meu reizinho injustiçado), que roubou de Wakanda há alguns anos atrás uma pequena quantidade de vibranium.
Apesar de ser vendido como um dos vilões, Ulysses é apenas uma ponte para o vilão real do filme, Eric Killmonger (Michael B. Jordan), que tem ligação com a CIA e com Wakanda. Viu minha rapidinha no YouTube sobre isso? Pois então... 
Eu ousaria até dizer que um dos vilões para o novo rei é justamente a omissão de seu pai em relação a certos assuntos como família e a expansão do poder de ajuda que Wakanda possui. T'Challa foi preparado a vida toda para ser rei, mas sabemos que a teoria não é igual a prática e, claro, um dos maiores problemas do novo rei é conciliar o revolucionário e o tradicional e antiquado ao sei reinado. Qual será a herança que esse rei deixará?


Thor Ragnarok e Pantera Negra foram os últimos lançamentos do MCU (Marvel Cinematic Universe) e olha que elencão esteve em Pantera. Só por isso já vale o ingresso. 💜
Momento futilidade: Daniel Kaluuya e Chadwick Boseman (que sotaque, minha gente... que sotaque)... QUERO.
No filme, temos uma amostra dos personagens principais ao redor de T'Challa e como são importantes e pilares para o personagem. As relações interpessoais são muito valorizadas em Pantera Negra. A conexão vai além de família, amigos e colaboradores, e é trabalhada como um senso de tribo, uma palavra tão usada no filme.


O filme ganhou inúmeros pontos comigo em relação à respeito cultural. É impressionante o que o diretor Ryan Coogler conseguiu com a equipe de produção. Apesar das críticas às cenas não terem sido gravadas realmente na África (algo completamente razoável considerando logística), o figurino e maquiagens são dignos de serem notados, além de costumes mostrados mesmo que de relance. A última vez que vi algo tão bonito assim foi em Moana (oi, Disney, nunca te critiquei). Aliás, algo que comentei com a Carol e o Victor, se preparem que Pantera pareceu uma preparação ao live-action de Rei Leão. É muita gente linda e cultura transbordando na telona e queremos mais disso.
Pantera Negra é o que um filme de origem digno da jornada de um rei. Tem começo, meio e fim bem costurado e sai da linha farofão da Marvel (não critico, inclusive AMO), mostrando que o MCU ainda tem MUITO a nos oferecer desses heróis.

OBS: O filme mal chegou no circuito comercial do mundão e o Kevin Feige (dono da minha vida / Marvel Studios) já está falando de Pantera Negra 2 e que cogita trazer Ryan Coogler de volta à direção. Sem data, claro, mas a cogitação já me deixou com palpitações.
OBS.²: A Anne, do Garota Pai d´Égua, também assistiu a sessão da madrugada e vai largar sua opinião lá no site. Dá uma olhada. 😉