22 dezembro 2017

Vi na Netflix: Bright (2017)


Em uma Los Angeles com muita magia e gangstêrs, vem conhecer essa fantasia policial que é o filme mais caro produzido pela Netlifx!
Nada é por acaso no mais novo filme da Netflix! Quem acompanhou a nossa cobertura da CCXP, sabe que tivemos uma sessão exclusiva da estréia de Bright e que baita surpresa.
Bright começou com uma longa campanha de marketing, passando pela SDCC, entre outros eventos de cultura pop, uma ampla exposição da mídia que estava curiosa para saber por que o Will Smith havia se aliado à poderosa do stream, Netflix, com fotos dos bastidores.
Lembra do trailer?
Eu só assisti o primeiro trailer antes de ir para a CCXP, então a minha expectativa já estava alta. Eu não procurei por nada do elenco. Queria a experiência da "primeira vez" em assistir esse filme limpíssima. Sem muitas referências.
Bem, de acordo com a sinopse oficial, temos uma terra alternativa, habitado por diferentes espécies, onde um policial humano e seu parceiro orc encontram um artefato que os coloca no centro de uma profecia. Resumo? Não diz nada. Bright não é um filme de origem. Ele não vai te dizer como há uma Los Angeles cheia de orcs, elfos, fadas e humanos. 
A crítica social é intensa e a fantasia é apenas um disfarce. Inclusive, a alusão ao racismo foi um dos fatores que fez Will Smith se render ao filme, e não apenas o fato de que o diretor David Ayer é seu amigo. Lembram lá no post sobre o painel Bright?
Bright é uma referência a um ser da profecia, alguém com habilidades mágicas, e para mim não ficou claro até o final do filme se era a Tikka, o Jakoby ou Scott. Nesse mundo, somente elfos têm habilidades mágicas e são a elite mágica, o "1%", como o diretor se refere a eles.

O filme começa com Scott (personagem do Will) voltando ao trabalho após uma licença e com um parceiro nada convencional, Jakoby (Joel), o primeiro orc a entrar para força policial nesse mundo. A coincidência com qualquer outro filme de parceiros policiais acaba aí. Scott sofre uma pressão imensa pelo seu parceiro e orcs são vistos como criaturas de hábitos, que seguem sangue mais forte que razão, e Jakoby é o único que parece sair desse fato.
Jakoby é um encanto de personagem. Frágil e forte. O exterior diferente e assustador não se concilia a curiosidade e lealdade quase infantil e ingênua do interior. Joel está irreconhecível com maquiagem e em voz, entrando com tudo na personalidade do orc.

Os orcs são criaturas marginalizadas, claramente alusão aos negros e todo o racismo que sofrem. Sabem que sempre tem alguém embaixo na cadeia alimentar? Os orcs são pisados, marginalizados. Sem o poder econômico e mágico dos elfos, eles são forçados a recorrer a uma vida de crimes e vandalismo.
Edgar Ramirez como o elfo Kandomere
O filme não só aborda classicismo, mas também racismo e uma clara crítica ao momento político americano e europeu, com suas políticas contra estrangeiros. Aqui os inimigos parecem fantásticos, mas não precisa ser um gênio para perceber a onça tio Sam sendo criticada duramente.
Mais sobre o universo mágico?

Tikka é onde começa a ser desenrolada a trama, fazendo parte da profecia, é uma elfa especial, que possui um artefato há muito tempo escondido de todos: uma varinha mágica. 
O último evento cataclísmico com uma varinha e onde a profecia apareceu foi há dois mil anos atrás (você quer, @ cristianismo?), quando um ser mágico poderoso quis conquistar todo o poder para si. O problema é que todos hoje sabem o poder de uma varinha e, claro, querem para si o poder.
A polícia é corrupta e está disposta a matar um dos seus para ter o poder da varinha. Os gangsters querem. Os elfos querem. E toda uma corrida contra o tempo começa com Scott e Jakoby. 
Esqueça os humanos. O nosso interesse está na corrida mágica com uma trilha sonora que parece do agrado do diretor, sendo cheia de hip-hop e R&B.
Tem mozão Noomi Rapace sendo a elfa mais badass desse mundão!
Como eu disse lá em cima, Bright não é um filme de origem. Cheguei até a pensar que ficaria melhor em uma série. Não sabemos como a mágica "chegou" no nosso mundo, mas para isso nem devemos nos preocupar, Bright 2 foi aprovada pela Netflix e vamos ter muita magia sim, meus amores!
Não adianta, eu gosto de pipoca. Nem me preocupo com as críticas negativas. Resta aceitar esse elenco badass maravilhoso e a fantasia boladona que rola aqui. Se joga nesse Natal com a Netflix.