Pausa viu: O Rei do Show (2017)

Lutas individuais, a arte de ser diferente, aceitação, preconceito e uma trilha sonora de te fazer chorar. Vem ver O Rei do Show.
Apesar de Hugh Jackman, mais conhecido por seu papel em Wolverine, estar estampando 80% dos pôsters de O Rei do Show, e claro, do título, o filme é muito mais do que sobre o nascimento do show bussiness de P. T. Barnum. Misturando musical e biografia, o filme nos mostra de uma maneira colorida e sensível como é ser alvo de preconceito.
Sinopse oficial: De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P. T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha de um dos clientes de seu pai e após perder um emprego, dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo abrindo uma espécie de museu  de curiosidades. O empreendimento fracassa, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por aberrações, fraudes e rejeitados de todos os tipos.
O filme já começa com um número musical, continua te tirando o fôlego até o final com músicas lindas e garanto que ao sair do cinema você vai querer logo a trilha sonora no Spotify, destaque para Keala Settle, que traz lágrimas em sua performance de "This is me". Já assistiu ao teste da cantora indicada ao Tony? 
O "teste" foi uma performance gravada com parte do elenco, produção e diretor antes de conseguirem o "sinal verde" da Fox para a produção começar.
A parte biografia é amplamente romantizada, então vamos esquecer de mencionar o verdadeiro P. T. Barnum. Sério. O homem era um embuste.
A produção acertou em cheio ao trazer o filme em época de fim de ano, com a aura de "esperança" e "renovação" ao redor, pois apesar da persistência do personagem de Jackman em sucesso e poder, se trata dos cativantes underdogs, os famosos "renegados".
P.T. tem uma ambição cega, que parece passar por cima de moral, do amor recebido pela família e amigos para ser aceito pelos ricos (ou novo ricos, pela época, final dos anos 1930). Triste, mas o carisma de Jackman e artimanhas do Barnum do cinema quase nos fazem esquecer o defeito "ambição desenfreada".
A trupe que ele arranja para o seu "circo" faz parte do verdadeiro coração de O Rei do Show. As aberrações (mulher barbada, anão, um gigante, trapezistas, um cara todo tatuado e por aí vai) conseguem passam de renegados a ter não apenas um lugar onde pertencem, mas uma família a pertencerem. 

Não só de letras originais com melodias cativantes e um elenco de estrelas (Hollywood e Broadway!) o novo filme da Fox vive, se prepare para colocar a mão do peito e suspirar com a fotografia linda de uma Nova Iorque do séculos passado, além da ambientação mostrando a burguesia versus periferia de uma das capitais mais populares do mundo.
Não tratando só das "aberrações", O Rei do Show traz o poder de se aceitar em sua própria pele, sendo verdadeiro consigo mesmo. Um filme que, com certeza, reverei e cantarei junto.
Fica então essa dica do Pausa para essas festas de final de ano, se joga com O Rei do Show.

Renata Pamplona
PUBLICADO POR

"Lendo e resenhando muita coisa da cultura pop. Inevitavelmente Geek e apaixonada por mais personagens fictícios que pode contar."

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