06 outubro 2017

O Pausa Viu: Blade Runner 2049 #PausaTodoDia

Um poema na ficção científica cinematográfica...

Então, apreensão e ansiedade foram os sentimentos que me definiram aguardando por esse filme. Eu AMO o primeiro Blade Runner e saber que o primeiro e segundo filme estão com um gap de 35 anos causa expectativa em qualquer um que tenha assistido o de 1982.
O primeiro, baseado no conto de Philip K. Dick e com direção de Ridley Scott, acompanhamos um ex-policial designado a caçar replicantes, clones humanos usados como escravos em colônias fora da Terra. O filme virou um cult de cara com Harrison Ford encabeçando o elenco.
Bem... Já em 2049, após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de fora que seja mais obediente aos humanos. Já viu o curta? Veja abaixo:
Continuando na trama: A caçada continua na Califórnia quando K (Ryan HEY GIRL Gosling), um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles, encontra Sapper (Dave Bautista) e descobre um segredo: replicantes podem ter filhos. A possibilidade de que replicantes se reproduzam pode desencadear uma guerra entre eles e humanos, o que faz com que a tenente Joshi (Robin Wright) o envie para encontrar e eliminar a criança.
Interessados? Bem, o filme estreou ontem no Brasil e em vez de dizer minhas impressões (tenho tantas) em UM TEXTÃO, eu posso dizer que:
- Se houvesse nota para dar para esse filme, daria 10 (talvez 11) de 10.
- Eu só posso descrever esse filme como comecei esse post: Blade Runner 2049 é um poema. Suave, sensível, descarado, pronto para te dilacerar e arrebatador como um tsunami.
Então vamos que nem Jack, o Estripador... por partes.

Um mundo cinza, estéril, néon. Onde propaganda é esfregada na nossa cara. Ora chuva, ora sol. Com vida e sem. Esse é o básico que você será jogado no mundo de Blade Runner.
Amor: Onde encontrar, como se satisfazer com o que temos, real ou irreal... Tantos questionamentos apenas por uma palavra de quatro letrinhas.

Assistiu ao vídeo extra acima? Então vem cá. Wallace: um vilão, visionário ou um produto de um mundo sem sentimentos?A atuação do Jared Leto? AH, SÓ ME POSSUI, THE MÔNIO!
Nós podemos tudo, não podemos? Criar vidas. Tirar vidas. O que é "Estar vivo?". "Vida" é um conceito amplamente debatido em Blade Runner. É importante, mas efêmera e volátil.
Engraçado que quando ela apareceu, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi "ISSO É MUITO BLACK MIRROR"! A segunda foi "Pris", personagem do filme de 1982. Para quem não reconhece, é a Mackenzie Davis, do episódio "San Junipero", da série Black Mirror.
Deckard demorou tanto para aparecer que pensei que seria somente uma ponta no filme. Só para dar honra ao personagem do original. E veio, mas...
Ryan não é só o primeiro nome no pôster. É o protagonista, no puro sentido da palavra, de 2049. Maneirismos, um Q do que já apresentou em "Driver" (ótimo filme), olhares, o que imagino ter sido muita dedicação nas filmagens... Um show de caçador. Você sente a angústia de K, de algo sem nome, com a paixão aflorando na pele, e se dói pelo óbvio destino do personagem.
Apesar da ficção científica, se prepare para sentir nostalgia e sair cantando Elvis depois da sessão. 
Guardem esse nome: LUV. E depois venham odiar comigo!
Apenas: Vá assistir. Um dos IMPERDÍVEIS de 2017! Denis Villeneuve, eu te venero!