16 outubro 2017

II Encontro de Board Games #PausaTodoDia

Nostálgico, estratégico, bom para reunir os colegas e aproveitar... Vem saber o que rolou no II Encontro Board Game Belém!
No dia das crianças, Carol e eu fomos para o Shopping Grão-Pará acompanhar o segundo encontro do grupo Board Gamers Belém. O evento apareceu para mim por acaso na linha do tempo e quando leio "Board Game" me bate um sentimento nostálgico intenso. Eu tinha que saber o que ia rolar lá!
O Thiago, um dos organizadores, sentou com a gente e falou um pouco sobre o grupo de Belém,  jogos de tabuleiro no Brasil e no mundo.
O universo de board games é como um iceberg para o Brasil: há algumas empresas que importam jogos, algumas que traduzem e adaptam uns super populares e até criadores de jogos novos aparecendo esporadicamente, mas quem quer colecionar e conhecer novos títulos, pode pesquisar e trazer das terras gringas mesmo.

Enquanto no Brasil, a infância de alguns é marcada por jogos como "Detetive", "Jogo da Vida", "Banco imobiliário", a indústria lá fora viu a chance de como acompanhar o desenvolvimento intelectual de seus consumidores com jogos de cunho cooperativo, administração de recursos, blefe, etc.
Assim como há tantos eventos literários com o Pausa e diversos blogs paraenses acontecendo nos últimos anos, com os jogos de tabuleiro há a chance de reunir e interagir pessoalmente com os amigos e pessoas novas por um gosto em comum. 

Fiz ao Thiago algumas perguntas...
- Com algumas versões dos jogos online e tantos relacionamentos online, por que ainda jogar board games "ao vivo"?
Thiago: Por "n" motivos. É uma forma de relacionamento interpessoal, diferente da digital. Eu jogava muitos jogos eletrônicos, mas acredito que há uma forma muito mais legal de interagir com meus amigos e que também gostam de jogar. Acredito que existam muitas pessoas que jogam por se reunir e interagir "cara a cara" com as pessoas, algo que estamos perdendo. Sobre outro lado, estudo artes e há o lado pedagógico. Quando crianças, somos educados muito com jogos. Temos no Brasil uma percepção educativa diferente do resto do mundo com a parte lúdica, importante não só para a fase inicial de desenvolvimento, mas também nas fases da adolescência e como adultos, estimulando curiosidade e criatividade.

- Eu mesma cresci com jogos de tabuleiro, passei por uma fase quando adulta jogando também, mas você acha os jogos ficaram para saudosistas ou ficou algo seletivo?
Thiago: Acho que existem estilos de pessoas. Como falei, os board games abrangem diferentes tipos. Há pessoas que não têm como perder duas horas em um jogo, mas os board games acabam voltadas para as pessoas do lado geek como uma seleção natural. Alguns jogadores vêm de RPG, alguns jogam com novos jogos que acompanharam o seu desenvolvimento intelectual e estratégico. Acredito que muitas pessoas não jogam por falta de divulgação.

- Você se incomoda com "modinha" nos board games? Tipo baseados em filmes e séries novos.
Thiago: Há pessoas que se aproximaram do mundo de board games por causa de jogos temáticos como Harry Potter, Senhor dos Anéis Game of Thrones. A modinha tem o lado pejorativo, mas é bom, pois há popularização do mundo dos jogos de tabuleiro.

Esperamos que a gente não tenha atrapalhado o grupo com nossas fotos e perguntas e que hajam muito mais encontros e propagação de algo tão legal quanto board games! Obrigada, Thiago e galera do Board Gamers, pela colaboração.
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