01 junho 2017

Quinta do terror: O Bebê de Rosemary - Ira Levin

"Rosemary fechou os olhos. A cama parecia uma jangada, flutuando suavemente ao sabor das ondas..."


Título: O Bebê de Rosemary
Autor: Ira Levin
Editora: Amarilys
Páginas: 224
Ano: 2014
Onde comprar: Amazon 
Sinopse: Rosemary Woodhouse e seu marido Guy, um ator que luta para se firmar na carreira, mudam-se para um dos endereços mais disputados de Nova York, o Bramford, um edifício antigo de ares vitorianos, habitado em sua maioria por moradores idosos e célebre por uma reputação algo macabra de incidentes misteriosos ao longo da história. Em 1969, O bebê de Rosemary, fenômeno aclamado por público e crítica, foi adaptado para o cinema em uma produção que se tornou um clássico do terror, estrelada por Mia Farrow e Roman Polanski. Em 2014, a força da história sinistra de Rosemary e seu bebê chegou à TV americana, em uma elogiada minissérie estrelada por Zoe Saldana.



O bebê de Rosemary é um livro de 1967, escrito por Ira Levin, narrado sob a perspectiva de Rosemary Woodhouse, protagonista que divaga entre a loucura e a realidade. Rosemary é uma moça simpática e cheia de sonhos, que acaba de se mudar para um novo apartamento no Branford, um prédio antigo e muito cobiçado pelos habitantes de Nova York. O que ela não sabe é que o local é famoso por acontecimentos estranhos e misteriosos, ligados a mortes por suicídio e feitos macabros. Guy Woodhouse é seu marido, um ator egocêntrico , vaidoso, e um tanto quanto ausente. O sonho de Rosemary era ter filhos, três ou quatro crianças para alegrar a sua vida. O casal, apesar de estar numa fase distante e fria do relacionamento, programa um jantar em casa, onde Rosemary acaba apagando por causa da bebida, e tem um sonho muito estranho, onde se sente violentada por pessoas desconhecidas.

No dia seguinte, ela acorda com marcas estranhas no corpo, e Guy diz que ficou com ela, mesmo ela estando desacordada. Alguns dias depois, Rosemary descobre que está grávida. 

Paralelamente à descoberta da nova gravidez, Rosemary se vê rodeada por uma atenção excessiva de seus excêntricos vizinhos, Minnie e Roman Castevet. Minnie é um tipo de vizinha intrometida que pergunta até o preço da mobília da casa nova. Após a descoberta da gravidez, ela passa a tornar-se uma espécie de mãe para Rosemary, convencendo Rosemary e Guy inclusive a trocar o médico responsável pelo parto, substituindo por um de sua confiança. No início, Rosemary se sente muito mal, com muitas dores e suas aparência se mostra esquelética e bem distante da de uma grávida saudável.

Desconfiando que alguma coisa vai mal, e cansada de sentir dores insuportáveis, ela tenta se distrair dando uma festinha para antigos amigos, sem convidar nenhum dos moradores do prédio. Durante a festa, algumas amigas se assustam com sua aparência e a orientam a procurar outro médico. 

Assim, ela decide que no dia seguinte iria procurar um novo médico. Inexplicavelmente, na mesma noite suas dores acabam e ela começa a sentir fome e a desenvolver uma gravidez aparentemente saudável.

Antes de se mudar para Branford, o casal tinha muita amizade com Hutch, uma espécie de super pai para Rosemary, o qual ela conheceu quando se mudou para Nova York. Quando Rosemary conheceu Guy, a família dela não aceitou o relacionamento, pois ele era ateu e a família dela de católicos fervorosos. Assim, Hutch era tido por Rosemary como um pai. 

Quando o casal disse que ia mudar para Branford, Hutch foi contra, e pesquisou sobre histórias macabras que já haviam ocorrido no prédio. Sem conseguir convecê-los da mudança, Hutch vai visitar Rosemary, e, no dia seguinte, entra em coma e acaba morrendo alguns meses depois. Durante o velório Rosemary recebe um livro que Hutch ia entregar pra ela. No livro, havia relatos de que seu vizinho Roman Castevet, era filho de um antigo adorador de uma seita satânica que morava no Branford. Apavorada, Rosemary vai pedir ajuda ao seu antigo medico, sem sucesso.

Essa parte do livro é bem emocionante, então não vou contar o resto pra não estragar o suspense! O final é surpreendente! Apesar de ser um livro antigo, a narrativa de Levin é leve e prende o leitor, no último dia perdi a hora lendo até tarde porque não conseguia parar de ler, tentando desvendar o que de tão estranho tinha por traz dos personagens e da gravidez de Rosemary.

Ira Levin aborda alguns temas que, se polêmicos na atualidade, eram ainda mais ainda na década de 1967. O Bebê de Rosemary é considerado um dos filmes mais icônicos do final da década de 60 sendo um clássico do cinema de suspense e terror. O que poucas pessoas sabem é que alguns eventos estranhos acompanharam o filme. Coincidências ou não, estes fatos marcaram a morte do produtor do filme, William Castle, por falência renal poucos meses após o fim das filmagens. Krysztof Komeda, compositor da trilha sonora do filme, assim como Hutch, o amigo de Rosemary, também morre por causa de um coágulo no cérebro. Mas o mais macabro de todos foi o assassinato de Sharon Tate, esposa do diretor do filme. Assim como Rosemary, Sharon estava grávida. Mais quatro pessoas morreram no ataque, ocorrido na casa de Polanski. A morte de Tate entrou para a história como um dos assassinatos mais brutais de Hollywood...