22 abril 2017

Sexta Geek: The Wicked + The Divine (Vol. 1)

Título: The Wicked + The Divine (Vol. 1)
Autor: KieronGillen e Jamie McKelvie
Editora: Geektopia / Novo Século (2016) 
Páginas: 160
Gênero: Histórias em quadrinhos; GraphicNovels;
ISBN-10: 8542809998
ISBN-13: 978-8542809992
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Sinopse oficial: Século XXI. Deuses caminham entre nós e se assemelham a ícones pop do nosso tempo. Assim se constrói The Wicked + The Divine, uma fascinante alegoria para os jovens de hoje sobre a glória efêmera erigida como valor supremo na sociedade moderna. Fenômeno de público e crítica, a série criada por KieronGillen e Jamie McKelvie (criadores de Phonogram e Jovens Vingadores) obteve diversas indicações ao Prêmio Eisner, e agora chega ao leitor brasileiro com exclusividade pelo selo Geektopia.


Eu li que a série foi inspirada na descoberta da doença terminal do pai de Gillen e não faz nenhum sentido até você saber que ele considera a narrativa de The Wicked + The Divine como "sobre vida e morte” e, jovens... se preparem para mortes. Admito que já tinha lido sobre e quando a Novo Século anunciou o novo selo e que essa seria uma das primeiras HQs publicadas, fiquei super empolgada (Hello! Voltar a explorar fora do padrão Marvel e DC)!

A edição brasileira é Volume 1 de um número não definido da série ainda e encaderna as edições 1 a 5 da HQ. Lá fora já está em pré-venda a edição Nº 29 da HQ para Julho desse ano.

Bem, sem mais delongas, em TW+TD (The Wicked + The Divine) iremos acompanhar Laura, uma adolescente de 17 anos, aparentemente normal, que se descobre ligada ao Panteão, um grupo de pessoas que são as reencarnações dos deuses (pelo tempo limitado de dois anos). A Recorrência, o evento em que os 12 Deuses voltam, acontecem a cada 90 anos e está acontecendo com os deuses introduzidos na cultura pop. A mitologia não se limita à greco-romana ou somente ocidental. Nesse primeiro arco temos a apresentação de Amaterasu, deusa xintoísta da luz e do sol; Lúcifer (sim, Lúcifer, meu mozão), rainhA do inferno na mitologia judaico-cristã; Sakhmet, deusa leoa egípcia; Baal, deus da fertilidade, e outras figuras.

Quando eu menciono “cultura pop”, eu não me refiro só ao que está acontecendo nas páginas de TW+TD, mas na construção pessoal dos personagens e é lindo de se ver!

Amaterasu é inspirada em é baseada na cantora Florence Welch, vocalista da bandaFlorence + The Machine, e Stevie Nicks, do Fleetwood Mac.

Baal tem seu estilo baseado em astros do R&B como Bo Diddley e Kanye West.

Lúcifer é inspirada em Madonna e David Bowie.

Morrígan é inspirada em Patti Smith, Siouxsie Sioux, Sinéad O'Connor e Kate Bush.

Sakhmet é inspirada em Rihanna. Inspirada ou em homenagem à. Acho que é a personagem mais fisicamente parecida com quem inspira à parte física.

E por aí vai, os 12 deuses são inspirados em figuras da cultura pop e é muito legal, mas a crítica social em cima da exploração da imagem (boa, má, a qualquer custo sua imagem para todo o mundo ver) e a postura “posso tudo” das gerações mais jovens é muito bem retratada na HQ. Mais do que premiada, o trunfo de TW+TD é ser imprevisível. O bom não é necessariamente santo e nem o mau é simplesmente perverso. Há áreas cinzas entre eles que são e serão muito exploradas.

Um extra: Se você acha que rock é o único gênero que vale, lamento. Inclusive o próprio Gillen fez uma playlist com quase 400 músicas OFICIAL para TW-TD e aahhhh, vem me salvar, POP!


Ah, e para você não ficar só com meu fangirling sobre essa obra, o Dan, do Folhetim Felino também liberou resenha sobre a HQ. Dá uma olhada aqui.