06 abril 2017

Quinta do terror: Horror em Amityville - Jay Anson




" George sentou-se na cama, subitamente desperto. ouvira alguém bater na porta da frente."

Título: Horror em Amityville - Uma história verídica 
Autor: Jay Anson
Editora: Biblioteca do Exilado
Páginas: 2886 (formato epub)
Ano: 2016
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Em 13 de novembro de 1974 a polícia do condado de Sufolk recebeu uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. Dentro da casa a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes. Um ano depois George e Kathy se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa.
Sempre ouvi falar deste livro, mas nunca tinha lido porque fico impressionada com coisas que se dizem baseadas em fatos reias, uma coisa é você ler algo sabendo que é ficção, vai te dar medo, mas você sabe que é imaginação do autor se misturando com a sua. Outra coisa é você ler algo que realmente pode ter acontecido!

Enfim, comecei a ler o livro sem pesquisar na internet , ou apurar fatos da verdadeira história que levou Jay Anson a escrever este livro. O prefácio frisa bastante a questão de ser baseado em fatos reais, com a proposta de escrever uma narrativa em terceira pessoa , mas com características de diário, com escrita linear e temporal do que realmente o correu com a familia Lutz nos 28 dias que ficaram na casa. Os assombros vividos pela família são intercalados com os acontecimentos estranhos que também ocorreram ao padre Mancuso, responsável por benzer a casa a pedido da família Lutz .
"18 de dezembro de 1975 - George e Kathy Lutz mudaram-se para a casa numero 112 da Avenida Oceânica no dia 18 de dezembro. Vinte e oito dias depois, abandonaram-na, aterrorizados" (capitulo UM).
Esse estilo de narrativa é interessante porque você começa ler e não consegue parar. As história vai se desenrolando muito rapidamente e de forma misturada entre as ocorrências dentro da casa com a família, e fora da casa, com o padre Mancuso.

É interessante também a construção feita no prefácio e no prólogo, narrando algo que ocorrera na casa no ano anterior à mudança do Lutz, que foi o assassinato em massa da família Defeo. De acordo com os noticiários, em fevereiro de 1976, Ronald Defeo Jr. assassinou toda a sua família com um rifle, matando os pais, os dois irmãos e as duas irmãs. Ele alega que vozes na casa diziam a ele pra fazer isso. Outro detalhe intrigante é que o livro narra que todos dormiam de barriga pra abaixo, e nenhum membro da família acordou com os disparos, nem mesmo os vizinhos ouviram algum barulho.

Os Lutz, antes de se mudarem, sabiam da história de Defeo e sua família na Avenida Oceânica 112, mas não acreditavam em forças sobrenaturais, achando que o crime fora premeditado e, portanto, não tinham medo de se mudarem pra lá.

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Nos primeiros dias em sua casa nova, George e Kathy se encontram envolvidos com a mudança e questões legais, e, para abençoar a nova etapa de suas vidas, convidam um padre para abençoar o local. A partir de então, tanto a vida dos Lutz quanto do padre Mancuso passam a ser atormentadas por forças estranhas. Com o passar dos dias, a família Lutz começa a presenciar situações cada vez mais estranhas e assustadoras que os faz questionar se aquela é realmente a casa que queriam para eles.
"O padre retirou os objetos de culto do carro, vestiu a estola, apanhou a água benta e entrou na casa para dar início à benção. Mas quando começou a proferir as palavras do ritual aspergindo a água benta, ouviu uma voz masculina ordenar com assustadora clareza: "Saia". Chocado, ergueu a cabeça e rodou nos calcanhares, os olhos arregalados de espanto. A ordem viera de um ponto bem atrás dele, mas não havia ninguém na sala. Quem quer que tivesse dito aquilo não estava à vista". (capitulo 2)
De acordo com o autor, todos os acontecimentos ocorridos na casa podem ser estudados pela visão cientifica, pela visão espiritual ou pela visão religiosa, havendo aí a intervenção da Igreja em exorcizar as entidades malignas existente na casa. Apesar de cientistas e mesmo uma médium terem sido solicitadas para visitarem a casa e tentarem descobrir o que havia nela, o diálogo é mais forte com a posição religiosa, pois muitas das manifestações ocorrem tanto na casa quanto com o padre Mancuso, sempre quando ele tentava fazer alguma intervenção pelo bem da família, ficando perceptível que o que quer que houvesse na Avenida Oceânica 112, a presença da Igreja não era bem vinda....

O que mais assusta em Horror em Amityville é a quantidade de fenômenos que ocorreram na casa, desde a visão de um porco chamado Jodie pela filha do casal aos fenômenos físicos de janelas quebradas e portas escancaradas no meio da noite. Outro fenômeno assustador é a levitação de Kathy e seus sonhos, além do sono profundo de todos os membros da família em algumas noites, com exceção de George, que fica acordado e ouvindo tudo, sem entender como a família pode dormir tão profundamente com tantos barulhos medonhos dentro da casa.

Horror em Amityville já ganhou duas adaptações para o cinema, uma em 1979 e outra em 2005. Ainda não assisti aos filmes, mas pretendo assití-los agora, apesar de já ter visto comentários na internet dizendo que não é tão assustador quanto o livro.

Com relação às críticas, ao pesquisar na internet para saber se o livro era realmente baseado em fatos verídicos, descobri que o assassinato da família Defeo realmente ocorreu, e Ronald ainda se encontra preso pelo seu crime. Já os acontecimentos ocorridos com os Lutz, há quem diga que a história foi inventada devido à problemas financeiros da família em manter a casa (a questão financeira é relatada no livro, mas não aparece como fator que levou os Lutz a fugirem de casa). Por outro lado, especialistas em fenômenos ocultos relatam que se sentiram fisicamente mal ao visitarem a casa, mesmo não tendo visto nenhum fenômeno sobrenatural durante suas visitas. mas afirmam que a casa tem uma energia estranha e maligna. De qualquer forma, achei a narrativa bem escrita e levei alguns sustos durante a leitura. Recomendo!!!