24 março 2017

Sexta Geek: Batman - A piada mortal


Título: Batman - A piada mortal
Roteiro: Alan Moore Ilustração de: Brian Bolland
Editora: DC Comics - Panini (2011)
Páginas: 82
Gênero: Histórias em quadrinhos
ISBN-10: 8573515473
ISBN-13: 978-8573515473
Livro na Amazon

Sinopse oficial: Um dia ruim. É apenas isso que separa um homem da loucura, Pelo menos segundo o Coringa, um dos maiores e mais conhecidos - se não o maior e mais conhecido - vilão do mundo dos quadrinhos. E ele quer provar o seu ponto enlouquecendo ninguém menos que o principal aliado do seu maior inimigo: o comissário Gordon. Cabe ao Cavaleiro das Trevas impedir.

Não existe nada que eu possa falar de novo de A Piada Mortal. A obra é um clássico indispensável para os fãs de Batman, DC e de quadrinhos desde sua publicação em 1988. 

A edição do Pausa é a de luxo, republicada em 2011, contendo o processo de colorização do Brian Bolland. É impossível não comparar as edições e perceber como as próprias cores se destacam sobre o período de publicação. Me culpem, sou publicitária


Uma coisa que talvez eu não devesse ter feito foi ler o prefácio de Tim Sale, autor de algumas obras da DC e artista da (extinta) série de TV "Heroes". Ele passa um parágrafo dando algumas páginas coringas (BA DUM TSSS) e eu fiquei super tensa lendo (AIMELDELS, quê que vai acontecer agora?). Porém me senti concordando com o próprio Bolland no posfácio: A "origem" do Coringa era necessária ser contada? O personagem já não é perturbado o suficiente para em cada arco termos uma origem (ou delírio)? Dá para ter um personagem com tantas nuances e só um passado bem explicadinho?

O que eu senti é que a obra toda, desde roteiro a posfácio é que todos são fãs do Coringa. Não importa se ele é doente e psicopata (e bem no raso, uma representação não muito distante da humanidade), o personagem é considerado / almejado por muita gente. 

Ok... Vamos à história. É difícil pra mim não mencionar o que aconteceu ou foi implícito entre a Barbara (Batgirl) e o Coringa e essa foi a parte mais real da edição para mim e por isso mencionei a representação acima. Com o roteiro afiado de Moore, não é possível largar a edição até a morte (ou não) no último quadrinho! É um incômodo curioso ver como a psicopatia do personagem é tão normal e como ele a usa tão bem (imagine como se fosse sua camiseta mais confortável), como a agonia dos seu antagonistas não tira em nada seu protagonismo. Todos estão vidrados ou paralisados com sua presença. O Batman até ri de uma piada e nós... nós só podemos ficar de olhos vidrados que nem suas vítimas.



Um adendo: Acho que o Coringa estava errado. É preciso muito mais tempo para enlouquecer a chegar no ponto dele.

Extras:
  • O livro ganhou dois prêmios muito importantes no ano sequente a sua publicação: Três Will Eisner Awards e Quatro Harvey Awards.
  • O ator Jared Leto, o último a interpretar o Coringa nos cinemas, fez várias referências ao Coringa retratado nessa história. Vejam abaixo:





  • A história ganhou uma animação em 2016 que foi muito criticada (não no bom sentido). Assista a dois trailers:











    • A edição republica como extra a primeira história do Coringa, em Batman 1.