21 março 2017

[Resenha] A Rosa e a Adaga - Renée Ahdieh



- Não é preciso coragem para matar. Mas é preciso coragem para viver.


Título: A rosa e a adaga
Autor(a): Renée Ahdieh
Capa comum: 366 páginas
Editora: Globo Alt
Ano: 2016
Idioma: Português
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Sinopse: Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

Oi gente! Dando continuação a resenha de ontem sobre "A fúria e a aurora", hoje trago a resenha do segundo e ultimo volume da duologia, "A rosa e a adaga". Agora, é bom avisar que se você não leu o primeiro volume é melhor parar por aqui, porque o post de hoje pode conter spoiler sobre o primeiro livro. Então corre para ler e depois volta aqui para a resenha. 


A rosa e a adaga começa extamente onde finalizou "A fúria e a aurora", com Sherazade tendo que se separar de Khalid por achar que estão sendo punidos pela maldição. Essa separação faz com que Rei se "humanize" mais e resolva colocar a "mão na massa" para recostruir a sua cidade. Enquanto Sherazade se abrigou no deserto junto com Tariq. 

Com ambos separados, a narrativa flui de uma maneira muito interessante com Shazi tentando provar a sua lealdade perante as pessoas do acampamento, em contraponto tentando quebrar a maldição de Khalid e salvar seu pai das consequências que sofreu por usar a magia do livro. Fora a intereção muito maior tanto do califa quanto de Sherazade com os personagens secundários da história, como sua irmã, Irsa.
“Era parecidos nisso. Shazi e o menino-rei. Arrogantes, audaciosos. Estranhamente presos a suas convicções. Estranhamente honrados.”
Você sofre junto com Sherazade quando tinha que enfrentar cada obstáculo, que muitas das vezes lhe levava para mais longe do seu amor. Mesmo o foco central do livro sendo o romance de Shazi e o califa, o livro apresenta um jogo político muito bem alinhado dando um peso muito maior a história.  

O que chamou muita atenção também são os personagens secundários, que foram responsáveis por grandes reviravoltas do começo e literalmente no final do livro. Com um final que para muitos foi apressado, para mim fui de alegria à choque e depois alívio em segundos kkk.
"- A verdadeira força não é soberania. É reconhecer quando precisa de ajuda e ter coragem de aceitá-la."
A rosa e a adaga é um livro apaixonante e devastador, apresentando uma narrativa totalmente poética da Renée que tanto aprendemos a gostar no primeiro livro. E acima de tudo um livro simples e muito gostoso de se ler. Esse livro foi uma despedida digna de personagens tão marcantes, sabendo equilibrar fantasia e romance da melhor maneira possível.

"- Já que não pode dizer, pode ao menos me contar quanto me ama? - Das estrelas, para as estrelas."'