17 julho 2016

[Resenha] A Morte de Sarai (Na Companhia de Assassinos 1#) - J.A. Redmerski

“Mas o primeiro assassinato é também aquele que reduz pela metade as chances de se levar uma vida normal.”


Titulo: A morte de Sarai (Na companhia de Assassinos 1#
Autora: J.A. Redmerski
Editora: Suma de Letras
Ano: 2015 
Páginas: 255
Idioma: português 

Sinopse: Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. Em “A morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

      Resenha

Um Thriller de tirar o folego, com uma boa dose de drama que só a J.A sabe fazer, "A Morte de Sarai" foi uma grata surpresa para quem conhece as outras obras da autora "Entre o agora e o nunca" " Entre o agora e o sempre", pode ver como ela é versátil sem perder a sua essência.

Sarai é uma jovem que aos 14 anos foi levada pela mãe para viver junto a o chefão do tráfico de drogas e de mulheres no México, viveu lá por 9 anos vendo meninas como ela serem espancadas, estupradas, vendidas e mortas diariamente. Ela era meio que "privilegiada" dentre todas, Javier (O chefão) meio que se apaixonou por ela e não deixava ninguém além dele tocar em Sarai. Com isso acabou ganhando algumas regalias, mais nada que justifique o trauma emocional e físico que ela passou durante os anos.
"Acho que agora sei como é quando uma pessoa passou metade da vida na prisão e é solta no mundo de novo. Ela não sabe o que fazer consigo mesma, não sabe como voltar a se inserir na sociedade. Fica o tempo todo olhando por cima do ombro. Não consegue acordar mais tarde do que cinco da manhã, nem acreditar que pode escolher o que comer e quando comer. Violência, escuridão e confinamento fazem parte dela a tal ponto que metade do seu ser nunca aprende outra forma de viver."

Quando ela descobre que Javier está fazendo negócios com um assassino que é americano, ela aposta todas as suas fichas nessa fuga mesmo sabendo que para estar naquele local, ele não deve ser muito melhor que Javier. No entanto, as coisas ficam mais complicadas do que ela poderia imaginar. Vivendo situações de perigo ao lado de Victor na tentativa de se desvencilhar da perseguição de Javier que emprega uma busca ensandecida para levá-la de volta ao cativeiro, ela fica dividida entre temê-lo e amá-lo.
"Então percebo mais alguma coisa lampejar em seus olhos, algo assustador, que nunca vi nele, e fico tensa em seus braços. Ele me observa em silêncio, como se eu fosse algo a ser devastado e depois finalmente... morto. Apesar do medo crescente, ainda quero estar exatamente onde estou, presa nos braços impiedosos de um assassino."
Victor fora treinado desde criança para matar com eficiência e sem hesitar, e é isso que ele faz – e muito bem, por sinal. Alguns anos mais velho, ele parece ser imune a sedução e as ameaças de Sarai, mas “concorda” em levar a jovem por alguns quilômetros até conseguir pensar no que fazer.

Apesar de ter esse envolvimento dos dois, as passagens da relação entre eles é bem rápida e não é o foco do livro, o foco do livro é a missão que Victor tem de matar pessoas e agora acompanhado de Sarai que quando precisa matar uma pessoa se torna Izabel e não teme a morte e nem tem medo de matar caso seja necessário.
"No final você só pode confiar em si mesma.Eu não sou herói. Não sou sua alma gêmea que jamais deixará que nada de ruim lhe aconteça.Sempre confie em seus instintos primeiro e em mim, se decidir confiar, por último. "
Uma leitura bem fluida e muito rápida, um livro de poucos capítulos, em primeira pessoa intercalando a narrativa de Sarai e Victor,  com um final bem surpreendente com um gancho bem feito para a continuação. A Série "Na Companhia de Assassino" são 6 livros, com cinco já publicados nos EUA, e no Brasil somente os três primeiros, "A morte de Sarai", "O retorno de Izabel" e "O Cisne e o Chacal".

Fiquem ligados que em Setembro teremos evento da autora aqui em Belém, então confirme a sua presença aqui também!